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Segunda-feira, Maio 31, 2004
VAMOS CANTAR E VAMOS RESISTIR
RÁDIO POP GOIABA PELA COMUNICAÇÃO LIVRE
Dia 1 º de junho ( Dia Nacional da Imprensa )
Na praça XV
Nas barbas da Anatel
Às 16 horas
VAMOS CANTAR E VAMOS RESISTIR
Contra o Jabá _ Pela Ética _ Pela Cidadania _ Pela Inclusão _ Por uma nova lei de rádios comunitárias _ Contra a incompetência e repressão da Anatel _
Shows com :
B Negão - Fred Martins _ Mu Chebabi _ Bagabalô - Canamaré - Claudio Salles e os @liens _ Alex Martinho _ Cláudio Scoth _ Bloco dos Sequelados _ Jamaica _ Morrice _ Caô de Raiz _ Negrone .
Artistas Plásticos : Helio Branco, Simone Nascimento e Luis Carlos de Carvalho...
No Próximo dia primeiro de junho, dia Nacional da Imprensa, os músicos do Movimento Pop Goiaba realizarão um ato show na praça XV, em frente a ANATEL e ao lado da Assembléia Legislativa . O ato terá início às 14 horas quando ao som do Bloco dos sequelados, artistas plásticos e performáticos, ligados ao movimento Pop Goiaba se reunirão na praça Araribóia, em Niterói ¿ cidade que faz aniversário no dia de S! anta Cecília que também é padroeira dos músicos -, com o intuito de vestirem para guerra o Índio símbolo da cidade, que protegerá espiritualmente os novos guerrilheiros da artes e da comunicação. Feito isto todos seguirão de barcas para a o início do evento, às 16 horas, na praça XV, para a apresentação de vários músicos, poetas, bailarinos, fantoches e artistas plásticos que produzirão peças ou performances cujo o tema será a comunicação livre, o controle social e a liberdade de imprensa.
O evento é organizado pela ANARCO POP _ Associação Niteroiense de Arte Cidadania e Comunicação Pop Goiaba e tem o apoio da UFF - Universidade Federal Fluminense, NUFEP _ Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisa, Secretaria Municipal de Cultura de Niterói , Federação das Associações de Rádios Comunitárias e Comissão de Meio Ambiente da Alerj .
Movimento Pop Goiaba e Rádio Pop Goiaba UFF
Iniciativa dos músicos de Niterói engajados no Movimento Pop Goiaba, fundado em 1998, e com um cd coletânea lançado em 2000, a rádio Pop Goiaba UFF é a provavelmente a primeira rádio de músicos que se tem notícia . A motivação para esta empreitada se deve a luta que os músicos de todo o Brasil enfrentam para terem seus trabalhos veiculados no meios de comunicaç! ão loteados pelas gravadoras e impregnados de "jabá" , dentre outros métodos menos éticos de ocupação do dial . Esta iniciativa visa não somente a garantia de uma concessão para a rádio Pop Goiaba, mas sim uma retomada das discussões em torno dos meios de comunicação, da legislação para este serviço, mais interessada em controle social do que no desenvolvimento cultural da sociedade, na inclusão e na democracia, num contexto aonde os músicos e até os próprios jornalistas estão excluídos dos processos de decisão.
MAS AFINAL QUEM ZELA PELOS CONTEÚDOS ???
Vivemos numa situação aonde o Ministério das Comunicações diz que a responsabilidade do conteúdo é da Anatel, conforme disse o ministro Eunício de Oliveira numa reunião com a Federação das Associações de Rádios Comunitárias no último dia 19 de maio , em Brasília, e por outro lado a Anatel, durante uma reunião, em abril, com membros do gabinete do reitor da UFF , disse que a responsabilidade de fiscalizar o conteúdo das rádios é do Ministério das Comunicações . Mas afinal quem zela pelo conteúdo do que assistimos ou ouvimos ? Não se trata de uma situação de volta da censura mas sim de administração dos critérios de concessão de modo a equilibrar a qualidade do conteúdo e a democratização do espaço, pela diversidade e contra a massificação .
"Monocultura não faz bem nem para o solo que dirá para a cabeça do ser humano" .
A Rádio Pop Goiaba/UFF, que é um projeto de extensão da Universidade Federal Fluminense, veiculada ao NUFEP _ Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas, ligado a área de Antropologia da universidade e coordenado pelo Antropólogo Roberto Kant de Lima.
POR QUE FECHARAM A POP GOIABA ???
Símbolo na luta pelas rádios livres a rádio Pop Goiaba foi fechada pela Anatel, em abril de 2004, porque o Ministério das Comunicações negou-lhe a concessão em virtude da existência de uma outra rádio pertencente a Igreja São Judas Tadeu, em Icaraí, que detém a concessão há mais de 5 anos e até hoje não conseguiu colocar a rádio para funcionar. O que é mais absurdo nesta história é que a lei é clara quando diz que o ganhador de uma concessão tem no máximo 6 meses para colocar a emissora em funcionamento, e após isto só pode ficar no ! máximo 1 mês fora do ar sob a pena de perder a concessão. A Anatel também neste caso disse que não tem condições de fiscalizar .
Pois bem, a ANATEL está fechando a rádio Pop Goiaba UFF _ a 1º rádio de músicos do mundo - enquanto o congresso federal está renovando a concessão para a rádio fechada de uma Igreja !!!!!
QUE CAPITAL CULTURAL É ESTA SEM RÁDIOS EDUCATIVAS ???
A gravidade no dial vai além da questão das Rádios Comunitárias. No caso do Rio de Janeiro, que se auto-intitula a capital cultural do país a situação é crítica . Atualmente só existe uma rádio Educativa em funcionamento : A radio MEC . A outra concessão de educativa que foi dada para a Universidade Estácio de Sá teve alterado o seu caráter ( O que é proibido por lei ) e hoje no lugar da Rádio estácio funciona a MANCHETE GOSPEL . A área de cultura sofre no estado. Depois de perder os cinema! s e as casas de show para os templos religiosos agora é a vez das rádios e televisões loteadas pelos exploradores da fé.
Universidade Federal Fluminense entregou no último dia 19 de maio uma carta ao Ministro das Comunicações Eunício de Oliveira pedindo esclarecimentos sobre o que aconteceu com este canal já que por duas vezes a Universidade pleiteou um canal educativo e jamais foi atendida . Numa destas vezes disputou com a Universidade Estácio que ganhou .......e o que aconteceu depois nós todos queremos saber.
AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALERJ
O deputado Estadual Carlos Minc convocou para o próximo dia 8 de junho na Alerj uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro para discutir as questões referentes a radiodifusão no estado. Em pauta estarão as leis Municipais de radiodifusão, A criação de um conselho estadual de Comunicação, as concessões no estado e o conteúdo das rádios.
Cláudio Salles é músico, jornalista e coordenador da Rádio Pop Goiaba UFF
Fones de contato - 9412 0755 e 2717 3729.
"AMAR É TER A CERTEZA IRREFUTÁVEL DE QUE O ESPAÇO QUE SE COMPARTILHA EXPANDE O UNIVERSO"
Claudio Salles
nighterói
9:51 PM
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Hermeto Paschoal ontem no enceramento do 1º Niterói MusiFest Instrumental no MAC Niterói. Parabéns ao Amigo Artur Maia pela idealização e realização do evento. Parabéns a Prefeitura e a Secretaria de Cultura de Niterói bela noite!
nighterói
9:31 PM
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Sábado, Maio 29, 2004
HISTÓRIA NATURAL
Cobras cegas são notívagas.
O orangotango é profundamente solitário.
Macacos também preferem o isolamento.
Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos.
Andorinhas copulam no vôo.
O mundo não é o que pensamos.
Carlos Drummond de Andrade
nighterói
4:31 PM
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Sexta-feira, Maio 28, 2004
Galeria do Poste
Considerações sobre poste e trapézio
Marta Strauch
29MAIO 21:00h sábado
O poste é, agora, bailarina de circo. Não que saltar de trapézio em trapézio seja lá tarefa fácil, mas um poste não ousaria saltos tão altos quanto deixar de ser poste e sair dançando graciosamente um pas-de-deux.
A bailarina busca equilibrar-se entre rigidez e fluidez, entre dança e estátua.
Na galeria, quatro painéis com desenhos geométricos são dispostos de modo que o desencontro dos desenhos e da trama do filó gera movimento, além de moiré. São um contraponto à imobilidade do poste.
E afinal, Mondrian passou raspando.
Tomara que não chova.
Tomara que faça lua.
Com direito a show de rock com a banda Rota 32
e lançamento da edição de outono do fanzine
LIXO - Postal Poético.
Galeria do Poste r general tamarindo,10 gragoatá
nighterói
6:47 PM
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Francamente
Ney Reis
PROCESSE O METEOROLOGISTA!
Depois de umas e outras no boteco do Boi, ele concordou comigo: ou o clima da Terra endoidou ou os meteorologistas chutam mais que o Zidane e o Ronaldo juntos... Faz pouco tempo, um deles decretou em cadeia nacional: o verão foi fraco, atípico, cheio de frentes frias, mas o outono será ameno, pouco chuvoso e com a temperatura dois graus acima do normal para a estação. Graças a essa previsão otimista, bebi duas por conta com Boi e Sila Júnior!
Os dias foram passando, porém, e a coisa tomou novos rumos. Houve o mesmo festival de frentes frias e noites geladas ainda no final de abril e início de maio. Silêncio absoluto no "Jornal Hoje". Até que, num sábado, aquela morena bonitinha (nada comparável à Patrícia Poeta, que, aliás, acertava muito mais) sentenciou: segundo os meteorologistas (argh!), os dias de calor acabaram. Ou teremos dias amenos com noites frias, ou teremos mais massas de "ar polar" desfilando pelo Sudeste!
Foi a gota d'água para o pau comer na casa de Noca _ ou melhor, no Bar do Boi. Rolou polêmica para duas caixas de Glacial _ a cerveja da Scheila! _, fora os Velhos Barreiros que Den'd'água sorveu no calor das discussões. "Isso é coisa de americano! É teste com bomba atômica e poluição 'braba" que está ferrando o clima do planeta!", garantiu Sila Júnior. "É isso aí!", endossou Macarrão, antes de voltar a atenção para o "derrière" de uma criatura muito jeitosa... Tive que concordar com todos, sob pena de ver a classe jornalística açoitada verbalmente. E o pior é que a galera tem razão. Só pode ser!
Já tivemos 20 dias de calor em agosto de 2002! Tivemos um verão sem sol em 2004! E agora o outono que mandou o Lima... Não compareceu! A cara de pau dos 'cientistas' só não é maior que a dos economistas, porque desmentir suas próprias previsões eles sabem fazer como qualquer Malan ou Pallocci da vida. Era "outono dois graus acima" e virou o "fim do calor"!
Fui acreditar nessa corja e acabei com meu filho caçula internado no São José, com pneumonia. Saiu para passear num sábado e voltou com febre. Estou pensando seriamente em processar o Serviço Nacional de Meteorologia. Consultarei Maurício Mendes, meu superadvogado, e Michel Salonikio, seu inflamado sócio. Certamente me orientarão da melhor maneira. Se o frio veio para ficar, a coisa esquentará nessa coluna e no Fórum. Me aguardem!
COMPRE: "Direto da Pindaíba _ um jornalista no front", de Ney Reis (R$ 18,00, inclui correio): 2742-5583 e 2742-0206.
Bira, o Borracheiro, Filosofa:
CAMISA DA SELEÇÃO
Sou borracheiro mas também entendo de futebol. Acho que a camisa da Seleção Brasileira deveria ser mais vistosa. Ou mesmo exclusiva. Afinal, somos pentacampeões! Deveria ser tão elegante quanto a da Inglaterra, a mais classuda de todas. Ou como as da Alemanha e da França, bonitas. Qualquer uma é melhor que a nossa! Parece até a camisa do Volta Redonda!
Biri Naite, o cronista bebum:
O SEGREDO DO MICHAEL JACKSON!
Descobri o segredo do Michael Jackson. Paguei uns "Velhos" ao Den'D'água e ele revelou: o cantor usou doses maciças de "descrioulato boiólico" durante anos. Foi embranquecendo e se "perobizando"... O efeito colateral é gostar de criancinha. Rapaz de vasta cultura, Den'D'água acrescentou: há um antídoto, o "desperobato recrioulizante". O cantor já sabe...
nighterói
4:43 PM
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LEMBRETE
Se procurar bem, você acaba encontrando
não a explicação (duvidosa) da vida,
mas a poesia (inexplicável) da vida.
Carlos Drummond de Andrade
nighterói
2:31 PM
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Quinta-feira, Maio 27, 2004
HIPÓTESE
E se Deus é canhoto
e criou com a mão esquerda?
Isso explica, talvez, as coisas deste mundo.
Carlos Drummond de Andrade
nighterói
11:17 AM
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Terça-feira, Maio 25, 2004
O MINUTO DEPOIS
Nudez, último véu da alma
que ainda prossegue absconsa.
A linguagem fértil do corpo
não a detecta nem decifra.
Mais além da pele, dos músculos,
dos nervos, do sangue, dos ossos,
recusa o íntimo contato,
o casamento floral, o abraço
divinizante da matéria
inebriante para sempre
pela sublime conjunção.
Ai de nós, mendigos famintos;
Pressentimos só as migalhas
desse banquete além das nuvens
contingentes de nossa carne.
E por isso a volúpia é triste
um minuto depois do êxtase.
Carlos Drummond de Andrade
nighterói
8:43 AM
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Segunda-feira, Maio 24, 2004
UMA OUTRA BELEZA Ney Reis
Levei um susto e fechei a revista. Na foto, um casal se banhava num "ofurô", trocando olhares lascivos e erguendo, cada um deles, uma taça de champanhe. O texto sugeria que havia uma trilha sonora, um tema de jazz, talvez Chet Baker... Era o estereótipo da cena romântica, uma das muitas que eu já havia presenciado, vivido, imaginado ou mesmo descrito em algum conto. Mas, pela primeira vez, não me emocionei. Ou melhor, senti uma estranha emoção _ algo que não combinava com a cena: achei-a ridícula!
No mesmo dia, conversava despreocupado com minha mulher na sala, diante da televisão ligada, e percebi outra cena romântica, entre os atores Malu Mader e Marcos Palmeira, que viviam um grande amor na novela "Celebridade". Tocava Tony Bennett, havia uma mesa com dois candelabros sustentando finas velas brancas, acesas, e uma garrafa pela metade sugeria que estavam bebericando algo. Provavelmente vinho ou champanhe, porque a cena se fechou nos dois e não pude ver detalhes da garrafa ou das taças. Os protagonistas trocavam olhares lânguidos, apaixonados, e em seguida se abraçavam, para depois realizarem um beijo ardente...
Achei tudo novamente ridículo e ainda pensei: meu Deus, quanto clichê pseudo-romântico! Quanta baboseira! Havia um sentimento estranho dentro de mim ou uma radical mudança de senso estético. Eu olhava de maneira diferente para imagens e "informações" familiares! Parecia um cínico terminal! Ou, então, estava evoluindo... Foi o que tentei pensar em seguida, temendo algum tipo de decadência moral ou doença da alma. "Devo estar à procura de uma outra beleza!", concluí, falando sozinho e alto. É assim que mudamos: subimos de patamar e o que fica para trás é apenas "inferior".
Mas qual seria a nova, a outra beleza? Será que um prédio de vinte andares acendendo as luzes ao longe, no final da tarde, enquanto a "cena" toca "Smells like teen spirit", do Nirvana? Ou seria qualquer coisa como um filme de Cronenberg ou Von Trier? Pensei em rock'n'roll pesado e a imagem de uma louca mulher nua, bêbada, se rasgando sobre uma mesa coberta de cetim vermelho e xingando a todos em polonês... Ela fumava um charuto barato e chutava uma garrafa enorme de "bourbon"! Tinha coxas monumentais!
Surpreendentemente, aquele jogo começou a me divertir. Que tal um quadro de Francis Bacon, a música de Jimi Hendrix e Uma Thurman se contorcendo numa banheira de chocolate? Ou seria melhor um anão barítono cantando uma ária de Puccini, vestindo a camisa da Internazionale de Milão, enquanto é açoitado por Naomi Campbell, Luana Piovani e Björk? Sempre achei excitante, por exemplo, uma mulher chamada Velma...
Afinal, o que é a beleza e o que é romântico? Rir durante a cópula, por sinal, sempre foi tremendamente sedutor para mim. Gosto de me divertir na cama e gosto de beber na cama e gosto de ouvir qualquer canção bem alta na cama... Sexo, claro, vem em primeiro lugar. É o meu parque de diversões e música se faz necessária. Cássia Eller, Vivaldi, Sakamoto, Foo Fighters, Ana Carolina, Pearl Jam, Jorge Vercilo, Red Hot Chilli Pepers, Diana Krall, Peter Gabriel, Air, Klebi Nori, Reginaldo Rossi ou Pavarotti, o que vier eu traço! Uma chuva torrencial do lado de fora da janela, duas garrafas de uísque (puro malte) e croissants recheados também seriam de grande beleza... Tudo para emoldurar uma trepada com Britney Spears ou com a garota sebosa da casa lotérica! Imediatamente, me excito com essa última possibilidade: sexo com mulheres presunçosas é fascinante, porque humilhá-las ou ridicularizá-las (olha a palavra de volta!) é uma experiência tremendamente prazerosa! Há coisas que você só faz com mulheres desagradáveis ou idiotas...
'Taí!, pensei, dando um tempo nos meus devaneios libidinosos: essa outra beleza estava tomando conta do meu espírito e do meu intelecto, mais do que provocando uma ereção involuntária... Devia ser um sinal de crescimento espiritual, sem bombeamento de sangue para qualquer pedaço do meu corpo... Ou seja, clichês se demoliam dentro de mim, enquanto assistia a tudo com prazer e medo misturados. Meu Deus, Tony Bennett e champanhe não podem ser ridículos! _ pensei. Mas eram! Ridículos como nunca foram! Como nunca...
Foi então que desandei a rir e falei desavergonhadamente cá com os meus botões: "Como é babaca esse tipo de cena 'prêt-à-porter' emotiva! Ofurô, champanhe e Chet Baker é o cacete! Viva o terreno inóspito da coragem! Viva o novo!"
nighterói
9:06 PM
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nighterói
9:42 AM
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Sexta-feira, Maio 21, 2004
O tempo passa...
Em 22 de setembro de 1993 inauguramos a exposição "80 anos de paixão gráfica: Quirino Campofiorito" no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Niterói. Eu era o Diretor do CCPCM e tive a honra de participar da produção desta mostra que homenageou o grande amigo de Niterói, o crítico de arte e pintor Quirino Campofiorito. A partir desta data a sala principal de exposições do CCPCM tem o nome de Galeria Quirino Campofiorito.
Gostei de trabalhar no Campo de São Bento onde está o Centro Cultural e fiz o trabalho que me foi proposto, dinamizar aquela unidade da Fundação de Arte de Niterói.
Obrigado Niterói pela oportunidade de participar deste belo trabalho que fizemos pela cultura da cidade!
Na foto: Dr. Oscar Niemeyer, LC Carvalho e Ítalo Campofiorito (na época era o Secretário da Cultura de Niterói e hoje é o Diretor do MAC Niterói. Filho de Quirino Campofiorito e Hilda Campofiorito).
Quirino Campofiorito
Hilda Campofiorito
nighterói
10:11 AM
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Francamente
Ney Reis
'BIRI NAITE' DEFENDE LULA!
Com certeza, esse cara não bebe. Se bebesse, demonstraria um pouco de solidariedade com um colega de copo... Esse tal de Larry Rohter, do New York Times, é uma mala internacional. 'Pô', dizer que o Lula está fazendo um mau governo porque toma umas e outras?! Em primeiro lugar, não acho que o governo é tão mau assim. E falo isso sem ter bebido mais do que três ou quatro "Presidente" _ em homenagem ao companheiro Luís Inácio. O cara herdou um pepino bravo do Fernando Henrique e um monte de gente apressadinha fungando no cangote dele o tempo todo, pedindo aumento de salário, queda da inflação, emprego, redução no imposto de renda, transporte barato, saúde de qualidade, ensino "idem", safra recorde, financiamento da casa própria, terra para todo mundo, até feriado emendado! Só bebendo mesmo...
Além do mais, o cara é americano e o presidente 'dele' enfia o pé na jaca também. Ou enfiava, como andam dizendo. Deve ser por isso _ pela crise de abstinência _ que o Bush vive arrumando confusão com todo mundo... Se tomasse umas e outras com o Lula, deixava o Iraque para o Moqtada "moqtar" à vontade... Aquilo ali é terra de carniceiro grande... Democracia, 'pros' caras, é tão exótico quanto floresta tropical ou movimento pacifista... Aliás, a religião deles não permite que bebam nada alcoólico. E olha quanta confusão os caras aprontam?! Enfim, americano não pode falar do Lula, não! Além de beber, o nome do Bush é George Walker. 'Pra' Johnnie Walker, falta pouco!
Claro que o companheiro Lula também deve ter bebido uma cana brava no dia em que resolveu expulsar o Mala Rohter. Transformou um repórter abusado em vítima do autoritarismo. Graças a Deus, a ressaca foi leve e ele voltou atrás. Deve tomar cuidado com o que bebe, o Lula... Eu, por exemplo, fico pancadinho com gim... Canto "Babalu" em grego só de cuecas... Dizem que o companheiro gosta do produto nacional, a cana. Muito patriótico da parte dele! Francamente, tem chato demais nessa polêmica. O Geisel, por exemplo, não bebia e fechou o Congresso em abril de 77. O Jânio era maluco, mas nego achava que ele era esquisitão porque bebia. Pura injustiça! Até o Hitler não bebia e fez o que fez...enquanto o Winston Churchill bebia e salvou a Europa! Para encerrar o assunto, que eu saiba, não se pode beber para dirigir carros. Ninguém disse que não pode para dirigir um país...
COMPRE: "Direto da Pindaíba, um jornalista no front", de Ney Reis (R$ 18,00, inclui correio). Pedidos: 2742-5583 e 2742-0206
Bira, o Borracheiro, filosofa:
TERRA DE MALUF
E o Maluf, hein? O cara não tem um pingo de vergonha na cara. Em meio a todo aquele escândalo de dinheiro enviado para o exterior, ele diz que vai se candidatar a prefeito de São Paulo! E está na frente nas pesquisas! Bom, aquele povo lá é meio estranho, mesmo... Os caras já elegeram o Jânio e o Adhemar de Barros! E passam os dias de folga vendo avião decolar! Ô raça!
Biri Naite, o cronista bebum:
MOMENTO CRISTÃO
Hoje eu 'tô' na diretoria! Deixei uma moça aqui, tomando conta do pedaço. Ela é boazinha (ô!), mas não bebe, não fuma e acho que também não...como direi? Não faz "fofene-fones-fenes"... Ela me pediu para dizer umas palavras. Vou quebrar o galho: "Irmão, saiba que Jesus o ama e que Deus é o caminho, a luz e a verdade!"... Bom, chega. Senão ela manda eu parar de beber!...
nighterói
9:12 AM
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Quinta-feira, Maio 20, 2004
"essa alegria de viver simplesmente, com luxos ocasionais e conforto criativo..."
(Ney reis)
Prioridades, sempre!
Somos uma espécie de gente que prefere sentir prazer de verdade do que aparentar estar bem. Preferimos beber uma cerveja barata com um grande amigo do que beber champagne importada com pessoas que gastam mais com roupas do que com livros.
Acho que somos o resultado de uma estranha combinação de sexo, literatura e cerveja. Uma reação química que provoca combustão progressiva dos valores banais.
Em nossos dicionários as palavras sempre tiveram alguns milhares de significados a mais, muitos deles impossíveis de serem escritos. Palavras podem ser ferramentas de escultor, temperos de grandes chefs, metralhadoras anti-hipocrisia, ou simplesmente as chaves do paraíso.
Cheiros de tinta à óleo e álcool se misturam nas obras de arte que aprendemos a gostar. Porque elas nos sorriem insinuantes, docemente embriagadas, nos convidando ao um orgasmo criativo, coletivo e único. Cada pincelada, uma carícia no corpo e na alma, cada tonalidade, um sussurro no coração.
O artista é feliz, porque pode pintar a vida nas cores que quiser.
O artista tem o poder supremo de transformar a realidade!
Marisa Porto
nighterói
2:40 PM
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EXPOSIÇÃO ARTE DIGITAL VIDEO
CINEMÁTICAS: NOVAS LINGUAGENS
Reunindo 32 seqüências de cinemática digital, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói inaugura sábado (05 de junho de 2004) a exposição Arte Digital Vídeo - Cinemáticas: Novas Linguagens. Organizada em conjunto com o Consulado Geral da França, a Association Française d'Action Artistique e a Aliança Francesa, a exposição exibe trabalhos de 29 artistas internacionais, oriundos da França, Alemanha e Turquia, entre outros países.
Com curadoria de Laurence Hazout-Dreyfus, uma das co-curadoras da Bienal de Lyon, a mostra vai contar com palestra e debate dedicados ao tema Arte Digital no Brasil e no exterior. Tais eventos pretendem discutir a incorporação de novas mídias e as políticas culturais referentes ao tema.
Agrupando trabalhos que utilizam filmes de animação, flash, internet, imagens analógicas e imagens digitais, Arte Digital Vídeo - Cinemáticas: Novas Linguagens fica em cartaz no MAC-Niterói até 27 de junho de 2004, em projeção contínua que totaliza 2 horas, 52 minutos e 46 segundos.
Os artistas incluídos na mostra são Benjamin Moreau, Bruno Samper, Felix Sthephan Huber, Feng Mengbo, Haluk Akakçe, Italo Zuffi, Jean-Gilles Décosterd, Julien Alma, Julien Baumann, Katarina Löfstrom, Kolkz, Laurent Hart, Marcel Croubalian, Martin Le Chevallier, Mathieu Briand, Melik Ohanian, Nathalie Novarina, Palle Torsson, Patrick Tuttofuocco, Philippe Rahm, Pierre Giner, Sadie Chandler, Samuel Boutruche, Stéphane Sautour, Sven Pählsson, Tim White, Tobias Bernstrup, Virginie Barre e Zilla Leutenegger.
Dia 12 de junho de 2004 (sábado), às 15 horas, palestra com a curadora Laurence Hazout-Dreyfus. Dia 26 de junho de 2004 (sábado), às 16 horas, mesa redonda com o tema Arte Digital no Brasil e no Exterior.
CULTURA INTERATIVA E ELETRÔNICA
Já se passaram 10 anos depois que a informática atingiu o grande público. A desmistificação do high tech permite constatar uma certa erosão da imagem do artista considerado tecnológico. Parece que a relação entre as tecnologias evoluiu e é hora de abandonar esta terminologia simplista para considerar as imagens como obras contemporâneas aos artistas.
Estes criadores de imagens utilizam vias múltiplas e polimorfas: filmes de animação, flash, arte em internet, imagens analógicas e imagens digitais. Esta geração entra no século XXI ocupando um lugar preponderante na cultura interativa e eletrônica. Muitas realidades se confrontam e se confundem e pode-se observar uma apropriação das figuras narrativas sob a forma de jogo ou de ficção interativa que, progressivamente, se destacam dos videogames tradicionais.
De um ponto de vista estético, estas imagens não tem nada igual. São planas, "pixelizadas", muito coloridas, rápidas e insólitas. São rupturas com tudo o que conhecemos e que questionam visões irreais por uma nova forma de imagem em movimento.
A montagem está dividida em cinco abordagens: Arte Digital Como Potencial de Experimentação; A Busca da Identidade e do Corpo Virtual; Universo Fantástico: Criação de Novas Narrativas; O Instrumento Crítico e a Estética Subversiva; Abstrações.
LAURENCE HAZOUT-DREYFUS
A curadora da exposição já realizou várias mostras sobre a nova imagem, a vídeo arte e os videogames. Em 2001 foi uma das curadoras da Bienal de Lyon e em 2002 fez Game Over Cities / La Ville en Jeu, FRAC Champagne Ardenne. Em 2001 / 2002 apresentou três séries de exposições: Tokyo Games, Programa de Espaço e Jogos no Palais de Tokyo, Paris. É colaboradora das revistas Flash Art e Beaux Arts. Em 2003 foi uma das curadoras da Bienal de Praga. Está preparando uma exposição para o Musée d'Art Contemporain de Lyon.
CINEMÁTICA: NOVAS LINGUAGENS
A exposição Arte Digital Vídeo - Cinemáticas: Novas Linguagens tem por objetivo mostrar como os artistas romperam os limites destes novos instrumentos para oferecer resultado totalmente renovado, melhor finalizado, com aproximações estéticas, conceituais, abstratas e críticas que nos fazem esquecer a técnica e nos levam a imergir em um universo tão rico de imaginação, de imagens e de cores - até uma nova idéia - a arte digital. Estas imagens são herança direta das experiências e invenções geniais, que se tornaram hoje, referências históricas, que são Le Voyage Dans la Lune (1902), de George Méliers; Les Téléviseurs Préparés (1963-1965), de Nam June Paik; Sleepeing on Glass (1999), de William Kentridge.
Inovadores e de difícil classificação, estes inventores de imagens, escolhem caminhos múltiplos e polimorfos: filmes de animação, flash, net art, imagens de síntese, imagens digitalizadas. É uma geração que entra no século XXI ocupando lugar preponderante na cultura interativa e eletrônica (música, grafismo). Várias realidades se confundem e se confrontam e podemos observar a apropriação de figuras narrativas sob a forma de jogo ou de ficções interativas que progressivamente se afastam dos vídeos tradicionais.
O surgimento destas novas imagens é aqui focalizado em função de sua pertinência e de sua importância estética no universo da multimídia. A montagem está dividida em cinco abordagens: Arte Digital Como Potencial de Experimentação; A Busca da Identidade e do Corpo Virtual; Universo Fantástico: Criação de Novas Narrativas; O Instrumento Crítico e a Estética Subversiva; Abstrações.
As imagens-relações. As seqüências aqui mostradas apresentam características surpreendentes e traduzem as técnicas que as originaram. A estética da comunicação e a estética participativa são perceptíveis nesta apresentação que oculta, entretanto, qualquer possibilidade de interação por parte do espectador. Estamos diante das imagens-relações originárias da multimídia, que traz consigo as características da interatividade e que permitem dinamismo nesta jovem criação. Além da proposta de cada artista, podemos nos perguntar sobre o poder de crítica destas obras, uma vez que a criação artística comunga e se apropria de diferentes estratégias de espetáculo e de divertimento.
Graças à técnica de animação, as imagens a serem descobertas na tela contêm ritmos, cores, e formas insuspeitas. Elas deixam ver a manipulação e se oferecem como resultado ou realização de uma interação. Aí está o ponto central desta exposição que, mesmo sem permitir a participação, coloca em evidência a relação destas imagens como ferramenta e como possibilidade de interatividade - imagens que, antes de tudo, apresentam novas características tanto estéticas como técnicas. O que, definitivamente está contido nas imagens desta exposição é uma espécie de cartografia das interações.
Sem dúvida, dada a quantidade e a diversidade destas obras, fica evidente a necessidade de cataloga-las, mas uma classificação levanta, imediatamente, a questão dos critérios. Nós nos concentramos então nos aspectos artísticos das novas imagens. Deste novo paradigma artístico surge naturalmente o videogame. Um espaço que permite todas as possibilidades e que estabelece a estética do lúdico e do divertimento, refutando a distinção brechtiana entre o real e a cena. O videogame, na continuidade do pensamento pós-moderno do fluxus e das redes, permite aos artistas contextualizar utopias tais como a "glocal", este neologismo elaborado na perspectiva de resistência das culturas locais frente ao fenômeno da globalização.
Somente uma obra multimídia permite apreender esta noção de fluxus, de troca, de assimilação, de recuperação e de contaminação, porque é assim que funciona o rizoma (Deleuze e Guattari, Mille Plateaux). O jogo é uma alternativa à submissão e à passividade frente ao mundo do espetáculo e também (e sobretudo) é o lugar onde se reencontram o real e o virtual. Ao se apropriarem do universo do videogame, os artistas propõem então uma reflexão sobre o mundo.
Cinco eixos de reflexões em torno da animação como processo. A exposição aborda em primeiro lugar uma reflexão sobre a técnica, propriamente dita, com a animação 3D. Certos artistas misturam o real e o virtual num vai-e-vem incessante, na qual a narrativa é alterada em sua estrutura para nos mostrar uma circulação entre diferentes histórias ou micro-narrativas (Pierre Giner). Novas formas de escrita surgem trazendo novos sistemas de leitura para o espectador, imagens artificiais cuja interpretação depende, apesar de tudo, de uma vivência física (Decosterd e Raahm). Para Mathieu Briand, as seqüências animadas estão fundamentadas na oposição entre o exterior, desconhecido, e o interior, caminho tortuoso, mas lugar de conexões, logo, de abertura para o mundo. Do movimento sugerido na animação aparece a noção de circulação e de fluxo próprio das redes. Este primeiro eixo traz luz à diversidade das propostas e o dinamismo deste novo campo artístico que faz surgir um fenômeno de deslizamento dos territórios entre a arte e a indústria do jogo, a publicidade ou ainda a animação.
A técnica digital permite igualmente aos artistas uma recriação de si mesmos e de suas identidades dentro do universo fantástico, pondo em prova a resistência do real e fazendo nascer um novo campo de possibilidades. Arte Digital Vídeo apresenta uma seleção de obras que tratam da identidade e, sobretudo, propõem novas matérias. Reconstrução de matéria e de identidade são a temática de Zilla Leutenegger, na qual a convergência do real e do virtual afirma a não-oposição que parecia, entretanto, existir entre os dois; ou ainda o trabalho coletivo Kolkoz, de Croubalian e Novarina ou o de Feng Mengbo, que utilizam as possibilidades do "bot" para criar uma espécie de avatar para a sua imagem, novo tipo de auto-retrato dinâmico e interativo permitindo total reconstrução de si e a proposta de novas matérias através de procedimentos tais que.
A exposição põe, igualmente em evidência, o potencial de criação e de confrontação de diferentes modos de representação da realidade ao mergulhar o espectador no espaço onde tudo - tanto sua percepção quanto às modalidades de sua compreensão - é modificado. Estas imagens-relações apresentam com freqüência a característica da ficção interativa: as imagens contêm elas mesmas a estrutura narrativa do discurso no qual elas se inscrevem. Longe da indeterminação, os discursos são estruturados com uma precisão maior, tanto no seu conteúdo interno como através da possibilidade de interatividade externa. Imagens são dotadas de forte autonomia, apesar da complexidade das relações possíveis entre elas, da mesma forma com que os autores/espectadores ou melhor manipuladores/espectadores.
Obviamente, a subversão não está ausente destas propostas que a utilizam, por sua vez, para lançar olhar crítico sobre o mundo e sobre o meio que utilizam. Reflexão sobre os estereótipos da violência urbana através das paródias presentes nos jogos de combate (Laurent Hard e Julien Alma), "posta em crise" de violência, veiculada pelos vídeos, neutralizando literalmente as possibilidades deste último (Palle Torsson), "modelização" da geografia dos subúrbios americanos, tão asséptica e desumanizada (Sven Patrisson). Os artistas conseguem com muita precisão, atingir um propósito crítico, apropriando-se desta técnica (que permite trabalhar por acumulação, repetição, invasão ou justaposição para acentuar e inverter os fenômenos ou as fragilidades do cotidiano) como um verdadeiro caleidoscópio, cujos espelhos deformadores refletiriam a sociedade e seus traveses.
O último aspecto abordado pela exposição é a capacidade reflexiva deste instrumento, considerado como meio de integrar e de refletir sobre o campo da arte propriamente dita. Mediante um trabalho sobre a forma e o informe através das novas abstrações animadas, os artistas propõem um vai-e-vem entre nossa percepção do real e a geometria inerente à técnica. Uma espécie de cubismo em movimento, no qual as deformações do objeto se apresentam como demonstrações durante as quais os objetos se desdobram diante de nós, se transformam, se alteram para mostrar formas não inéditas, mas, ao contrário, ancoradas em uma tradição de arte pictural. Este jogo de deformação e abstração permite evidenciar o processo de funcionamento por cálculo e por equação matemática complexa. Estamos em universo de cálculo e de predeterminação onde é difícil saber o que está sob controle da máquina.
As imagens do "tudo é possível". O princípio da exposição - projetar simultaneamente os DVD sobre duas telas frente a frente - permite um movimento de leitura e recria uma forma de interação que não impõe nenhuma passividade frente às imagens animadas. O plano de montagem das diferentes seqüências destaca os conceitos e os partidos estéticos tomados, inerentes a estas novas mídias. Bem longe de uma simples recompilação, trata-se aqui de criar um paralelo entre as cinemáticas; de desvendar a complexidade e a pluralidade dos meios utilizados pelos artistas; e de evidenciar o dinamismo e a profusão das novas criações: das imagens-relações originárias das instalações interativas, passamos a um novo cinema que propõe mais do que interatividade, uma forma de imagem animada oscilando entre a percepção em duas ou três dimensões, de acordo com as possibilidades que o meio permitam, seja a animação flash ou os motores do videogame. As propostas artísticas assim reagrupadas mostram a transversalidade da cultura do videogame e de suas redes presentes tanto na Europa como da Ásia e nas Américas. Por isso é necessário confrontar as novas imagens com públicos diferentes nesta exposição itinerante.
Por sua diversidade, estas imagens colocam as novas estéticas ligadas às novas formas de narrativas, já que a relação é, antes de tudo, uma forma de relato. As imagens utilizadas ou criadas pelos jogos evocam o problema da distinção entre o real e o virtual, já que a imagem digital é, seja pela retranscrição de captura de uma realidade (imagem digitalizada), seja por uma imagem construída pelo computador no viés de um motor 3D (imagem de síntese). Estas imagens sobrenaturais apresentam particularidades estéticas surpreendentes: o efeito de pixelização e de flutuação, o aspecto intensamente luminoso das cores, assim como a oposição entre o efeito de perspectivas sem fim, e a aparência muito plana das imagens digitalizadas são indícios do engano de nossa percepção. Estas imagens não estão em oposição ao real mais tentam recriar virtualmente algumas de suas características.
Texto de Laurence Hazout-Dreyfus
nighterói
11:19 AM
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SESSÃO 1
ARTE DIGITAL COMO POTENCIAL DE EXPERIMENTAÇÃO (28'19")
Patrick Tuttofuocco (Itália, 1974. Vive e trabalha em Milão).
Boing (Animação, 6'11", 2002).
Ativação dos mecanismos do jogo.
Haluk Akakçe (Ancara, Turquia, 1970. Vive e trabalha em Nova Iorque e Londres).
The Measure of All things, (Animação, 6'20", 2000)
Um novo paradigma paradisíaco - dança abstrata.
Jean-Gilles Décosterd (Suíça, 1963. Vive e trabalha na Suíça) e Phillipe Rahm (França, 1967. Vive e trabalha na Suíça).
Maison D'hiver (Animação, 4'06", 2002).
Visão da estrutura interna de uma casa.
Mathieu Briand (França, 1972. Vive e trabalha em Marselha).
APP*010.NoEx01/ReU*038\UnP*01-09, (Animação, 2'27", 2002).
A materialização de uma rede.
Pierre Giner (França, 1965. Vive e trabalha em Paris).
Le Bruit des Avions (Interatividade, 4'53", 2002).
Do sonho de Ícaro a atos diversos.
Tobias Bernstrup (Alemanha, 1970. Vive e trabalha Berlim) e Palle Torsson (Suécia, 1970. Vive e trabalha em Estocolmo).
Museum Meldtown III (Animação, 4'22", 1998).
O primeiro videogame artístico: o museu como terreno de jogo.
SESSÃO II
A BUSCA DA IDENTIDADE E DO CORPO VIRTUAL (40'04")
Melik Ohanian (França, 1969. Vive e trabalha em Paris).
I'm Dreaming About a Reality, Version 01 (Animação, 2'51", 2002).
Da desencarnação da corporalidade absoluta.
Zilla Leutenegger (Suíça, 1968. Vive e trabalha em Zurique).
Quicksilver (Animação, 54" 2002).
Reconstrução de si mesmo.
Zilla Leutenegger (Suíça, 1968. Vive e trabalha em Zurique).
Peak (Animação, 7'05", 2001).
O jogo dentro de um texto.
Felix Sthephan Huber (Suíça, 1957. Vive e trabalha em Berlim)
Reality Check One (Cinemática, interatividade, 4'09", 2002).
Cria relação com heróis de filmes.
Feng Mengbo (China, 1966. Vive e trabalha em Pequim).
AH-Q (Animação, 7'47", 2002).
O duplo do duplo se bate contra o artista.
Samuel Boutruche (França, 1971. Vive e trabalha em Paris) e Benjamin Moreau (França, 1972. Vive e trabalha em Paris).
Kolkoz (Cinemática, interatividade, 4'06", 2002).
O avatar, uma nova forma de auto-retrato em videogame.
Tobias Bernstrup (Alemanha, 1970. Vive e trabalha Berlim e Nova Iorque).
Potsdamer Platz Unreal Edit (Cinemática, interatividade, 4'35", 2001).
Distanciamento crítico da inviabilidade de uma arquitetura - experimentar a queda.
Marcel Croubalian (Canadá, 1967. Vive e trabalha em Genebra) e Nathalie Novarina (Suíça, 1967. Vive e trabalha Genebra).
Hybrid Systems (Animação, 3'02", 2002)
Mistura de fusão de corpos.
Marcel Croubalian (Canadá, 1967. Vive e trabalha em Genebra) e Nathalie Novarina (Suíça, 1967. Vive e trabalha Genebra).
Happiness Sample Section (Animação, 5'35", 2001)
Hibridização e fusão de corpos.
SESSÃO III
UNIVERSO FANTÁSTICO: CRIAÇÃO DE NOVAS NARRATIVAS (28'53")
Martin Le Chevallier (França, 1968. Vive e trabalha em Paris).
Félicité (Interatividade, 10', 2001-2002).
Utopia.
Zilla Leutenegger (Suíça, 1968. Vive e trabalha em Zurique).
My First Car (Animação, 2'25", 2001).
De carro sobre a lua.
Pierre Giner (França, 1965. Vive e trabalha em Paris).
Keep the distance (Interatividade, 6'17", 2002).
Passeio por um texto dramático.
Stéphane Sautour (França, 1968. Vive e trabalha em Paris) e Virginie Barre (França, 1970. Vive e trabalha em Nantes).
Rouge Total (Animação em flash, 354", 2002).
Apropriação e recriação de filme/interação neutralizada e abstração do espectador.
Bruno Samper (França, 1974. Vive e trabalha em Montpellier).
Society-id1 (Interatividade, 6'17", 2002).
O lúdico e o sonho no não-jogo / sinestesia interativa.
SESSÃO IV
O INSTRUMENTO CRÍTICO E A ESTÉTICA SUBVERSIVA (37'47")
Palle Torsson (Suécia, 1970. Vive e trabalha em Estocolmo).
Sam (Cinemática, interatividade, 11'42", 2002).
Crise do videogame, apropriação de Half Life > 3D max.
Tobias Bernstrup (Alemanha, 1970. Vive e trabalha Berlim e Nova Iorque).
Nekropolis (Cinemática, interativo, 5'43", 2001).
Distanciamento crítico da não-viabilidade de uma arquitetura.
Sven Pählsson (Noruega, 1965. Vive e trabalha em Oslo e Nova Iorque).
Sprawlville (Animação, 12'28", 2002).
O subúrbio americano em versão desumanizada.
Julien Alma (França, 1972. Vive e trabalha em Paris) e Laurent Hart (França, 1971. Vive e trabalha em Paris).
Borderland (Cinemático, interativo, 6'05", 2000).
Uma crítica ao estereótipo da violência.
Sadie Chandler (Austrália, 1963. Vive e trabalha em Sidney)
Red Dress (Animação em flash, 1'49", 2002).
Contra-animação e imobilidade da imagem animada.
SESSÃO V
ABSTRAÇÕES (29' 30'')
Italo Zuffi (Itália, 1969. Vive e trabalha em Ímola).
Shaking Doors (Animação, 4'15", 2002).
Quando o real não é suficiente - no limite da abstração.
Tim White (Vive e trabalha em Nova Iorque)
Terminal (Animação, 4'01", 2001).
Quando o real torna-se objeto de uma abstração.
Bruno Samper (França, 1974. Vive e trabalha em Montpellier).
Society-id3 (Interatividade, 7'17", 2002).
Sinestesia.
Julien Baumann (França, 1976. Vive e trabalha em Paris)
Cup (Animação, 2'07"¿, 2002).
Deformação do objeto.
Haluk Akakçe (Ancara, Turquia, 1970. Vive e trabalha em Nova Iorque e Londres).
A Delicate Balance (Animação, 6'23"', 2001).
Dança abstrata.
Stéphane Sautour (França, 1968. Vive e trabalha em Paris).
Go (Animação em flash, 2'04"', 2002).
Interação neutralizada e abstração do espectador.
Katarina Löfstrom (Suécia, 1970. Vive e trabalha em Estocolmo).
Whiteout, (Animação em flash, 3'23"', 2001).
Abstração do pensamento.
Exposição Arte Digital Vídeo - Cinemáticas: Novas Linguagens
Visitação: 05 a 27 de junho de 2004
Horário: de terça a domingo, das 11 às 18 horas.
(a bilheteria fecha 15 minutos antes das salas de exposição)
Ingresso: R$4,00; estudantes com carteira e adultos acima de 60 anos: R$2,00; crianças até 7 anos: grátis; aos sábados a entrada é franca.
Museu de Arte Contemporânea de Niterói
nighterói
11:13 AM
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Pois então meu caro... venho beber umas informações em seu atelier virtual! Hoje à noite estou indo pra Sampa digerir as 125 obras do catalão. Estou deixando as teias de aranhas arrebentadas e mergulhando nestas fontes fecundas... Mais devagar do que imaginas, estou retornando às artes, porém de forma definitiva e irreversível... FOI BOM PASSAR AQUI ANTES DE IR VER O MESTRE! Cuide de seus arquivos pra gente poder sempre estar revendo estas lições. Um abraço!
Panis
Grande PANIS, é sempre bom receber a sua visita e comentários aqui no NITE.
Eu tenho deletado os arquivos antigos porque atualmente o "blogger" só nos permite armazenar até 10mb e como uso muitas imagens com 50 e tals kb, não arrisco mais deixando os arquivos muito grandes armazenados no "blogger".
Vários amigos perderam os seus "blogs" porque não conseguiram se adaptar a nova orientação da GLOBO.COM e os seus "blogs" foram para o espaço.
Enfim, eu tenho gravado os arquivo do NITE em formato "PDF". Caso alguém queira ler é só me escrever que enviarei os arquivos com muito prazer.
Curta por mim também as 125 obras do catalão!
Um grande abraço amigo PANIS e boa viagem.
Em tempo:
Aproveito para postar novamente o texto de Isabel Löfgren.
Clichês da arte contemporânea
Receita de bolo para o artista contemporâneo iniciante. Servida em qualquer galeria, museu ou salão do eixo Rio e São Paulo, ou em qualquer outro lugar do mundo.
1. Quanto pior, melhor
Saber desenhar e fotografar é coisa dos caretas puristas. Bom mesmo é aquele desenho infantil feito no guardanapo sujo da rodoviária e a fotografia que você tratou no photoshop pra ficar ruim de propósito. Sem falar no vídeo sem foco e imagem tremida para realmente dar aquele ar de "espontaneidade".
2. Quando eu pintava...
Jovens artistas contemporâneos em início de carreira afirmando a sua "larga" experiência na arte com declarações do tipo "quando eu pintava". Só pra dizer que romperam ou estão se lixando com qualquer tradição na arte e agora são subversivos, revolucionários e experimentais.
3. Meu corpo é a minha tela
Em 2 de 10 trabalhos de arte contemporânea, sempre tem alguém que desenha ou corta o próprio corpo e se fotografa ou se filma fazendo isso. Até os anúncios da Peta são melhores.
4. Eu me filmo, eu me filmo, eu me filmo, eu me....
Já vi vídeo de gente arrumando a casa, gente se auto-flagelando, gente descascando cebola, gente andando na praia segurando um livro de gelo se derretendo. Dão bons casos de estudo de comportamento obsessivo-compulsivo para um psiquiatra.
5. A Negação da ausência do vazio
Fazer vídeo, instalação, ou fotografia sobre o nada. Nem Sartre aguentaria.
6. Apropriação da fotografia alheia
Sem querer ou saber fotografar, artistas de apropriam de fotos de outrem e as exibem como evidência de um ato cleptomaníaco.
7. Usar e transformar objetos cotidianos
Warhol fez, Lichstenstein fez, e até o cara que faz esculturas com latinhas de coca-cola na feira de São Cristovão fez. Hoje, constitui um verdadeiro marco de originalidade nas artes, e ainda empregam o termo "ready-made" para descrever a obra.
8. A pegadinha urbana
Plantar uma sombrinha amarela no centro da cidade e filmar a reação dos transeuntes ao avistar um objeto tão "estranho" num espaço tão comum é um exemplo dessa vertente. Até o Faustão acha chato.
9. Plagiar Hélio Oiticica
Usar palavras inventadas por HO como bólide, penetrável e parangolé para descrever o próprio trabalho. Criar instalações como labirintos. Usar a estética da favela sem nunca ter pisado numa.
10. Performance
Fora a maioria das companhias de dança contemporânea, um par de moças que se enfiam em casulos no topo de prédios, e uma outra moça que se fotografa em espaços inusitados vestindo roupas incríveis que ela mesma confecciona, toda e qualquer performance feita por um artista jovem é uma pagação de mico.
11. Usar palavras e textos dentro da obra de arte
Artista quando escreve só fala besteira. E ninguém tem paciência de ficar lendo textos crípticos e pretensiosos quando ali esperam ver algo de visual. Uso de textos para explicar a obra.
12. Papo-cabeça
Falar usando termos acadêmicos e ininteligíveis sobre qualquer assunto. Uso excessivo de expressões inócuas tiradas de algum texto filosófico francês como "questionamento do meio", "desconstrução do elemento pictórico" e "poética da metáfora da obra".
About Me
Pinto sketchbooks diariamente como vício, sou artista por convicção, e trabalho com internet por sobrevivência. Este é um espaço crítico para discutir arte contemporânea e cultura, tecnolologia e o processo criativo além de outros improvisos.
I draw sketchbooks as an addiction, do art as conviction, and work with the Internet for survival. This is a critical space for discussing art and culture,technology and the creative process, and other improvisations.
- Isabel Löfgren
nighterói
10:00 AM
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Quarta-feira, Maio 19, 2004
Paisagem Urbana.
Pastel sobre papel, 14x23cm, 5.3.2004
A cidade me fascina pela sua adversidade.
O desenho da arquitetura e a geometria de suas formas contrastando com o casual da vida urbana, tudo atrai o meu olhar e me motiva.
A vida noturna é o tempero principal...
nighterói
3:00 PM
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Terça-feira, Maio 18, 2004
Têmpera sobre aglomerado MDF, 20x26cm, 4.2004
Passando o tempo no ateliê pintando relógios.
nighterói
11:04 AM
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Segunda-feira, Maio 17, 2004
Re-Construtivismo
Em conversa com outros artistas, chegamos à conclusão que a única saída para a arte contemporânea, e para a arte em geral, é retornar, ou melhor, evoluir, para o construtivismo. Cansamos dessa coisa pós-moderna, pós-estruturalista, pós-linguistica, e principalmente, cansamos dos filósofos alemães (Wittgenstein, Kant, Hegel, Schopenhauer, etc...). Optamos por um retorno aos gregos, por uma visão mais inteira do mundo, por uma visão mais apoiada na lógica do que na ilustração de pensamentos teutônicos. Já vimos a arte morrer de todas as formas, e ressuscitar, e morrer de novo. Sempre tem um Fukuyama de plantão para matar a história do que quer que seja. Cansamos do apocalipse e da paisagem desértica do futuro da ficção científica.
Prefiro arriscar uma vertente construtiva sem a parafernália ideológica dos russos de 1917, para realizar a arte através da construção de conceitos e não destrui-la através do conceito. Destruir é muito fácil, difícil é criar. Duchamp já dessacralizou tudo, não precisamos mais passear por essas bandas. O resto já foi todo visto. A novidade está na construção, mas o que proponho mesmo é re-construir.
Isso obviamente me coloca num lugar muito confortável porque nunca consegui realmente entrar nessa onda do desmembramento, do desarranjo, da des-figuração. O meu trabalho sempre foi orientado à criação de ilusões óticas e à construção de imagens seja a partir de uma referência, seja a partir do zero, ou reconfigurar estilhaços de algo já destruído para criar algo das "cinzas", embora sub-serviente a uma idéia, ou conceito, anterior.
Me parece que esse é um caminho mais fértil. Gosto da arte, não quero matá-la.
Isabel Löfgren
fotolog/loba_mah
nighterói
9:19 PM
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No ateliê do Paiva Brasil e Wilson Piran.
No dia 6 de maio fomos visitar o Paiva Brasil em seu ateliê. Foi uma visita oficial do MAC Niterói. Vimos belos trabalhos do Paiva Brasil e também do Wilson Piran. Dois bons amigos.
Eu já conhecia o Paiva desde a década de 70 quando participamos juntos de salões e exposições. Foi bom visitar o ateliê e ver um pintor "construtivo" mostrar suas obras desde aquela época até hoje. Claro, em uma tarde só não é possível conhecer toda a sua obra. Mas foi uma tarde muito agradável e artística.
Foi muito bom visitar o ateliê destes dois grandes Pintores Brasileiros.
Aquele abraço,
LC
da esquerda para a direita: Wilson Piran , Luiz Carlos de Carvalho, Paiva Brasil e Dôra Silveira _ Coordenadora Executiva do MAC Niterói.
foto: Marcia Müller _ Coordenadora do acervo do MAC Niterói.
nighterói
11:03 AM
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Domingo, Maio 16, 2004
(arte em construção)
Eu Passo algumas horas no ateliê fazendo relógios. Gosto de pintar relógios. Talvez porque isso seja uma questão de "tempo e espaço". :)
Só sei que é bom sentir o tempo passar na atmosfera silenciosa do ateliê...
Quem sabe eu faça uma exposição de relógios?
Bom domingo para todos!
nighterói
10:58 AM
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Sexta-feira, Maio 14, 2004
O homem que coleciona sentimentos
(...)Luiz Carlos de Carvalho faz parte de um tipo especial de pintores. Pintores que ousam infinitos, onde pintura é igual ao som, onde criar é alcançar o intangível. São corações de pura luz, que insistem em teimar fé. Mesmo no virar de páginas do milênio... Mesmo com simulacros... Mesmo com o descompasso de novas tecnologias...
Essa exposição é para pintores que acreditam no silencioso e persistente exercício da criação. Pintores para quem tempo e história não contam. Para quem tinta e pincel são cúmplices. Pintando, eles colecionam sentimentos, armazenam memórias, acumulam histórias. Agora, na mágica sintonia desse encontro, dividem-nos com você.
Susi Coralli
Julho de 2002
nighterói
10:50 AM
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Quinta-feira, Maio 13, 2004
24/05/2004 _ Retorno da programação semanal no Convés. Edição comemorativa de 2 anos do Movimento.
Artistas Convidados:
Claudio Salles e Movimento POP Goiaba (Músicos)
Lin (Artista plástico)
Heitor Collet (Ator e Malabarista)
Haendel Motta (Poeta)
Bob Pai (DJ)
Espaço Convés _ Rua Cel Tamarindo 137, Gragoatá _ Niterói - RJ
Horário: 20:00 hs
31 de maio _ Edição em homenagem à semana do Meio Ambiente.
Artistas Convidados:
Neuber Uchôa e Banda
Cassiano Silva (Artista plástico)
Projeto Vida no Campus (Ambientalistas)
Espaço Convés _ Rua Cel Tamarindo 137, Gragoatá _ Niterói - RJ
Horário: 20:00 hs
nighterói
2:17 PM
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Francamente
Ney Reis
O CACOETE DAS "ESQUERDAS"
Chega a ser engraçado. O Hamas explode um ônibus com crianças indo para a escola e a culpa é...dos Estados Unidos! _ que apoiam a política de Israel no Oriente Médio. Israel mata dois notórios assassinos, que ordenaram muitos atentados semelhantes e a culpa é...dos Estados Unidos! _ que apoiam a repressão de Israel aos terroristas. Saddam Hussein torturava curdos e oposicionistas. Não respeitava os direitos humanos. Era problema interno dos iraquianos. Mas, se os americanos torturam prisioneiros no Iraque, é problema nosso, do mundo inteiro. Devemos condenar os americanos e sua política externa imperialista, sem respeito aos direitos humanos...
Tem mais. A crise econômica atinge o Brasil? A culpa é...dos Estados Unidos! _ com sua política econômica imperialista, suas multinacionais vorazes. A União Européia é tão agressiva e protecionista quanto, mas não tem graça pôr a culpa no Chirac, no Berlusconi, no Blair ou no Schroeder. A culpa tem que ser do Bush!
Francamente, chega a ser engraçado, sim. Muita gente no Brasil ainda acredita que ser de esquerda é meter o pau nos Estados Unidos por tudo, ser a favor dos terroristas árabes e palestinos, odiar Israel, amar Che Guevara (que não era humanista nem democrata), admirar Fidel Castro (o homem mais 'longevo' no poder de um país), reclamar do imperialismo etc. O episódio da tortura dos iraquianos é um exemplo claro desse 'cacoete' das esquerdas. Um mês atrás, iraquianos capturaram, mataram, esquartejaram, queimaram e penduraram os corpos de quatro americanos em postes nas ruas de Fallujah. Uma monstruosidade estimulada pelos assassinos do antigo regime e pelos Bin Laden e Moqtada Al-Sadr da vida, certo? Errado! A culpa é do Bush, que se meteu no país dos outros...
Mataram o presidente "colaboracionista" Kadyrov, da Chechênia, num atentado sangrento. A Chechênia está ocupada, como o Iraque. Mas a notícia não repercutiu. Claro: como seria possível culpar o Bush? Botar a culpa no Putin não tem graça. Ele é imperialista, truculento, joga sujo no poder? E daí? A Rússia é nossa velha camarada...
Sabe de uma coisa? Estou me sentindo deslocado entre meus amigos de esquerda (sim, me considero de esquerda!). Acho seu pensamento e suas opiniões tão estereotipados, tão 'clicherizados', tão previsíveis, que chego a pensar que não pensam mais. Viraram repetidores de chavões. Parecem o gado de um eterno pastor...
COMPRE: "Direto da Pindaíba, um jornalista no front", de Ney Reis (R$ 18,00, inclui correio). Pedidos: 2742-5583 e 2742-0206
Bira, o Borracheiro, filosofa:
MAL EDUCADOS NO ÔNIBUS
Andando de ônibus, em Terê, você vê como o problema do Brasil é de falta de educação e de senso coletivo. Outro dia, um casal ocupava um dos bancos da frente (destinados a idosos, gestantes e deficientes físicos), enquanto um pai com o filho deficiente foi obrigado a passar na roleta e seguir em pé, de Albuquerque até a Prata. Só ali uma garota lhes cedeu o lugar...
Biri Naite, o cronista bebum:
EM DEFESA DO LULA!
Deu no 'New York Times': o Lula é catupa, gosta de uns 'aperitivos', como ele mesmo diz! O problema é que falaram em tom de crítica, como se fosse igual a "ladrão, bicha e maconheiro"! Pombas, Frank Sinatra bebia e era ídolo dos gringos. Hitler não bebia e fez o Holocausto. Francamente, esse mundinho de açaí com granola está ficando um pé no saco!!
nighterói
2:03 PM
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Quarta-feira, Maio 12, 2004
a luz que entra pelas janelas nas manhãs é algo impressionista...
estes quatro pequenos quadros estão sempre juntos...
gosto muito deles...
esses quadros estavam na exposição da Universidade Federal Fluminense...
nighterói
6:15 PM
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nighterói
3:22 PM
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Terça-feira, Maio 11, 2004
"(...)Anos e anos geridos num incansável gesto do pintor. Gestos soltos, gestos calculados, amarrados em retângulos e quadrados. Sua caligrafia de pinceladas elabora em cor todo o sentimento do mundo, como já dizia o poeta."(...)
Susi Coralli
Julho de 2002
nighterói
2:16 PM
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nighterói
2:15 PM
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Segunda-feira, Maio 10, 2004
detalhe do "Poste".
Foto Ricardo Pimenta
COPIANDO E COLANDO CARTAZ* E FAZENDO ARTE NO POSTE.
O poste se diferencia de outros tantos por ser um objeto d'arte na vontade do artista.
Ele se silencia, mas não se cala. Denuncia o abuso do poder, a truculência da Ditadura Obscurantista pela qual passou o pais. A arte está presente, não se omite. O POSTE está vivo e se expõe. Mostra a sua cara e a sua idade _ seis anos de existência "a flor da pele". Também discute conceitos e preconceitos. Um objeto dad'arte "ready-made" re-fabricado colado/estampado na cara é uma fonte*** de inspiração.
Eu trabalhei o "Poste" interferindo nele com imagens reproduzidas em xerox laser coladas sobre a superfície de concreto. Algumas imagens denunciam os maus tratos sofridos pela arte, nesse caso específico, um painel criado por mim situado na Rua Marquês de Paraná, Niterói. Este painel chama-se "Alegria de Viver" e foi danificado por obra de uma construção no terreno vizinho a Praça da Paz onde ele está localizado. Os danos estão visíveis e aparentes e foram fotografados e colados no poste (copy/paste). A pele do poste assimila as minhas imagens e, num processo de prospecção**, retiro algumas camadas deixando a mostra algumas outras "peles". São seis anos de trabalhos de artistas sobrepostos em camadas. Podemos ver, em detalhes, mas não na totalidade das participações desses artistas nesta galeria inusitada.
O POSTE é um objeto d'arte!
Sobre a sua "pele concreta" ficam os registros caligrafados e imagens de um certo momento do pensamento do artista.
Será arte?
Luiz Carlos de Carvalho 10.5.2004
* car.taz
s. m. 1. Papel grande, com um ou mais anúncios, que se fixa em lugar público. 2. Pop. Popularidade, prestígio, notoriedade. 3. Pop. Sucesso.
** pros.pec.tar
v. Tr. dir. Fazer sondagens ou ensaios em uma mina ou jazida de minérios para determinar o seu provável valor.
(Dicionário Michaelis)
*** Fountain (1917) by Marcel Duchamp http://www.sfmoma.org/collections/recent_acquisitions/ma_coll_duchamp.html
nighterói
11:45 AM
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Sábado, Maio 08, 2004
YELLOW DOG, 2002
Têmpera sobre tela
80X180cm
LC Carvalho
Este trabalho agora faz parte do ACERVO MAHERJ _ Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro - Museu do Ingá
nighterói
10:57 AM
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Sexta-feira, Maio 07, 2004
RADIOLA COMPLETA 1 ANO EM MAIO
Ao longo de sua trajetória, a Radiola resistiu bravamente às adversidades, desde a falta de recursos técnicos e até mesmo à perseguição por parte da Polícia Militar. Conseguimos superar boa parte dessas dificuldades e agradecemos às entidades sindicais, aos movimentos sociais e à comunidade de Niterói, pelo apoio que sempre nos foi dado nos momentos em que mais precisamos dele.
No dia 12 de maio, quarta-feira, realizaremos uma grande festa para celebrar essa importante data... será no Convés, a partir das 22 horas e contaremos com apresentações de Saulo Santini acompanhado de Daniel Karin na percussão e Felipe Rasta na flauta e também nosso amigo Jamaica... Como não poderia deixar de acontecer, a Tv Comunitária e a Tv Caos estarão exibindo diversos vídeos e realizando uma grande cobertura da festa... poesia, performances e sorteios também terão o seu lugar... Compareça, sua presença é fundamental!
nighterói
2:53 PM
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Eurico Toledo e LC Carvalho _ foto: Renato Guima.
Hoje às 21:30 no quadro NOSSAS CAUSAS do programa Circuito Aberto no canal 36 da NET/Niterói, estaremos conversando sobre a exposição na Galeria do Poste. A entrevista também enfoca o blogueiro NIGHTERÓI e a COMUNICAÇÃO LIVRE.
Bom fim de semana para todos!
Em tempo: o programa será repetido amanhã às 20:00.
nighterói
9:01 AM
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Quarta-feira, Maio 05, 2004
SEXTA 7 MAIO DAS 17H ÀS 22H
IMAGINÁRIO PERIFÉRICO NA BAIXADA DA ARTE
FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA BAIXADA FLUMINENSE
R GENERAL MANOEL RABELO S/N
VILA SÃO lUIS - DUQUE DE CAXIAS
nighterói
11:06 AM
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Terça-feira, Maio 04, 2004
Eduardo, Ricardo Pimenta (proprietários da Galeria do Poste Arte Contemporânea) e Eurico Toledo.
Hoje foi dia de entrevista para o programa Circuito Aberto / Nossas Causas na TV, no Canal 36 da NET/Niterói.
Estivemos lá no "Poste" para gravarmos a entrevista.
Blogueiro/Fotologueiro não para nunca... aproveitei o intervalo nos preparativos da gravação e capturei esta imagem.
nighterói
2:32 PM
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Na Galeria do Poste Arte Contemporânea
1 de maio. Os meus amigos Cláudia e Maurício (Radiola na Praça).
nighterói
9:53 AM
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Segunda-feira, Maio 03, 2004
EXPOSIÇÃO ON LINE
nighterói
10:30 AM
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1.5.2004. Galeria do Poste Arte Contemporânea.
LC Carvalho, Fernando Borges (pintor), Marcia Müller /macnit (museóloga) e Luis Sérgio de Oliveria (pintor e professor da UFF)
Uma foto meio sarapa com ruído..
nighterói
10:20 AM
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Domingo, Maio 02, 2004
Quando iniciei minhas visitas aos blogs da vida, mais precisamente ao Embate de Anna Fortuna versus Mulher-Cartum (de um humor picante pra caraca!), fiquei conhecendo meus primeiros amigos virtuais, entre os quais o Nighterói, pseudônimo (entre muitos outros) de L.C. Carvalho. Lá travamos vários embates, juntamente com a Anna, dona do boteco, o João do GRAFOLÁLIA, o Edmundo - pai corujão do premiadíssimo André Metello, o Heringer do PÉGASUS, o Vick do IMPORTÂNCIA DO NADA, entre outros.
O carinho da patotinha afortunada fez ressuscitar o velho Panis, que resolveu sair do ostracismo e mostrar a cara (Almanaque), nem que fosse pra apanhar! De poucos amigos reais (não há quem me agüente pessoalmente) parti para os amigos virtuais que foram se multiplicando a tal ponto que minha vida ficou mais venturosa. Daí então se estabeleceu uma certa empatia com o Nite, que perdura até hoje, razão pela qual estou sempre acompanhando a trajetória deste irrequieto artista, que é feliz e sabe disso! Convido os amigos a este vernissage virtual! Um brinde!
Panis/O Almanaque
Caramba! Olha o niteroi aí. Eu comecei a minha vida de blogueiro buscando um lugar para hospedar o NIGHTERÓI _ O Herói da noite de Niterói, que é uma idéia do grande amigo Ney Reis. O Ney tinha acabado de largar a ELE/ELA onde era o editor da revista. Ele me chamou para fazermos a revista NIGHTERÓI. Topei. Só que nunca conseguimos publicar um exemplar. Aí achei o blogger e pimba! Já faz um ano que estamos no ar. O mestre Panis é uma camarada das artes e um litógrafo de coração puro! Obrigado pelo post amigão! :)
Aquele abraço.
Em tempo: infelizmente não consegui lincar todos os blogs citado no post. Problemas no blogger eu imagino.
De qualquer forma o Site do André Metello tem link aqui na espelunca... O GRAFOLALIA tá parado mas vou linca-lo novamente.
nighterói
12:34 PM
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A Galera da RADIOLA NA PRAÇA caiu dentro do evento e fez a RADIOLA NO POSTE!
Valeu a força aí galera!
Na foto a Tati, Luisinho e Maurício.
nighterói
11:56 AM
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Galeria do Poste Arte Contemporânea
nighterói
11:54 AM
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Ontem. Abertura da exposição na Gaelria do Poste Arte Contemporânea
Luiz Sérgio de Oliveira (em pé), Ricardo /rhpecanha e Maria Lucia Maluf.
nighterói
11:47 AM
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Sábado, Maio 01, 2004
EXPOSIÇÃO ON LINE
nighterói
6:07 PM
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nighterói
6:05 PM
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