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Quarta-feira, Junho 30, 2004
MINISTRO GILBERTO GIL EM NITERÓI
Gilberto Gil, Godofredo Pinto, Prefeito de Niterói e Marcos Gomes, Secretário de Cultura de Niterói.
Orquestra do projeto APRENDIZ formada por alunos da rede municipal de ensino.
Bloco Seqüelados de São Domingos e Galera da POP GOIABA!
nighterói
11:24 AM
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Segunda-feira, Junho 28, 2004

nighterói
10:24 PM
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a hora do rango _ sim, eu estive lá Danielle...
"vestível" _ a exposição.
imaginário periférico, galera no bar, vestindo o "vestível" do jorge duarte.
nighterói
5:29 PM
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Sexta-feira, Junho 25, 2004
IMAGINÁRIO PERIFÉRICO
"VESTÍVEL"
O Imaginário Periférico chega a Nova Friburgo.
O Imaginário Periférico é um movimento de arte contemporânea que teve inicio com nomes ligados à
Baixada Fluminense. A proposta é colocar em questão o "meio de arte no Rio", dando aos artistas da
periferia, com ou sem formação acadêmica, a oportunidade de mostrar os trabalhos produzidos fora
dos grandes centros urbanos, e proporcionar a diversos tipos de público o contato com a arte visual
contemporânea.
A formação inicial - com cerca de 10 artistas fundadores - já se expandiu. O Imaginário Periférico
hoje agrega mais de 200 nomes, que vão se juntando ao grupo nos locais por onde passa montando exposições e produzindo eventos ligados à arte. Desta vez, a caravana do Imaginário Periférico vai aportar em Nova Friburgo, cidade da serra fluminense a 150 quilômetros do Rio. A exposição "VESTIVEL" é uma oportunidade de contemplar a multiplicidade de formas que a expressão cultural contemporânea oferece a populações instaladas longe dos grandes centros de produção artísticas.
A exposição teve como tema à criação de obras artísticas "vestíveis", que somado a liberdade
expressiva característica da contemporaneidade, criou uma série de trabalhos heterogêneos com obras vestíveis e outras não.
A exposição "VESTIVEL" será montada no Centro de Arte de Nova Friburgo, situada à Praça Getulio
Vargas, no centro da cidade. Será aberta ao público no sábado, 26 de junho, a partir das 16 horas, com a
seguinte programação.
- Show com o Grupo "Harmonia Enlouquece", formado
por médicos e pacientes do centro psiquiátrico Rio de
janeiro.
- Mostra da produção da Oficina de Arte de nova
Friburgo: Rodrigo Guadanini e seus alunos de teatro.
- Dança de rua com o Grupo da Profa. Maria Vidal.
- Apresentação musical com instrumentos
produzidos pelo Prof. Osmar (Mazinho).
- Mostra de trabalhos de "pinhole" da Profa. Lili.
- Desfile com obras da exposição "VESTIVEL", com
a participação dos professores Ailton e Márcia Caetano
e artistas de teatro da cidade, organizado pelos
estilistas Tyrone e Rico. Apresentação da jornalista
Ana Lúcia Morais.
- Show com o Grupo Carcará, formados por alunos
do Ciep de Guapimirim.
A exposição dos trabalhos de 86 artistas que integram essa mostra poderá ser vista até o dia 12 de julho, de
terça a domingo, das 9 da manha às 9 da noite.O evento é produzido pela Secretaria municipal de
cultura, com o apoio da ex-Secretária Municipal de Cultura, Maria Amélia, e coordenação da Diretora do
Centro de Arte, Daniela Santi.
nighterói
2:05 PM
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06/25/04
ANJO DA NOITE (IV)
À Gabriella, "mulher egípcia" do São Dom Dom
Com esse olhar sinuoso
Para que ter muitas curvas,
Exibir um corpo todo óbvio?
Sua delícia é sutil;
Sua lascívia, secreta.
Não é a musa de todos,
Só da pessoa certa...
Ney Reis
A série começa aqui:
/nighteroi
nighterói
12:29 PM
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Quinta-feira, Junho 24, 2004
Anjos da noite _ Cristiana.
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/nighteroi
nighterói
3:03 PM
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Quarta-feira, Junho 23, 2004
Francamente
Ney Reis
BRIZOLA, O GRANDE!
Sou de uma família cheia de militares e cresci ouvindo o nome de Leonel Brizola acompanhado de insultos e até palavrões pesados. Ele, Lamarca e Marighela eram tidos como bandidos _ como Fernandinho Beira-Mar ou Elias Maluco. Passei ao largo disso, graças à alienação de um jovem numa família de classe média conservadora, e comecei a enxergar e pensar como gente grande ao entrar na faculdade.
Fiz Comunicação Social de 79 a 83, na UFRJ. Foi a época da Anistia e da volta dos exilados. Como Brizola. Durante os anos de universidade, gritei contra Figueiredo e aprendi que Brizola era tão odiado pelos milicos porque o levavam a sério. Não pegou em armas, como os guerrilheiros de Lamarca e Marighela _ o que seria perfeito para a ditadura: seria morto e pronto! Mas Brizola manteve-se vivo, retornou, venceu a mutreta da trinca Proconsult/ Roberto Marinho/ Moreira Franco e se elegeu governador! Foi a época em que eu e meu pai, coronel do Exército (hoje na reserva), quase saímos no tapa. Eu era brizolista roxo e ele ficava roxo de raiva!...
O tempo foi passando e me mantive fiel a Brizola e ao PDT. Achava o PT de Lula, então, um convescote de intelectuais e universitários brincando de ser "esquerda". Só respeitava o PT de São Paulo, genuinamente popular como Lula. Fiz campanha para Darcy Ribeiro, para Brizola novamente, fiquei fulo quando ele perdeu para Lula no primeiro turno de 89 e, com o tempo, meu brizolismo foi arrefecendo. O Muro de Berlim e a URSS caíram, o mundo se globalizou e parece que o "caudilho" perdeu o trem da História, com seu nacionalismo de polainas e suspensórios.
Mas nunca perdi o respeito pelo grande líder da "Cadeia da Legalidade" e da vitória sobre a direita em 82. Coisa rara nossa esquerda _ geralmente amadora, lunática e voluntariosa _ derrotar a competente (para chegar ao poder) direita de Moreira e outros.
A morte de Brizola, portanto, entristece a muitos. Mesmo que sua época já tenha passado e ele fosse uma espécie de fóssil político vivo. Nunca esquecerei sua paixão e sua coragem cívicas. O homem retratado por Moniz Bandeira numa brilhante biografia (no início dos anos 80) é o que fica na minha memória. O Brasil precisará de gente como ele _ com ou sem razão, tanto faz, mas com grandeza política. Ficamos menores com a morte de Leonel Brizola. Que Lula, Palocci, Dirceu e companhia cresçam rapidamente...
COMPRE: "Direto da Pindaíba, um jornalista no front", de Ney Reis (R$ 18,00, inclui correio). Pedidos: 2742-5583 e 2742-0206
Um típico filho do povo
DARCY RIBEIRO
nighterói
12:46 PM
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Anjos da noite _ Priscila.
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nighterói
12:43 PM
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Terça-feira, Junho 22, 2004
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO DE ALUIZIO VALLE DIA 16 DE JUNHO.
As obras do pintor ficarão expostas até o dia 19 de setembro de 2004
no Solar do Jambeiro situado à Rua Pres. Domiciano 195, São Domingos, Niterói.
Telefones: 2620-1097 e 2620-0906.
Marilda Ormi, presidente da Fundação de Arte de Niterói e Alberto Valle, irmão de Aluizio Valle..
Israel Pedrosa, pintor e Luiz Antonio Pimentel, escritor e poeta.
Celia, Jayme Cavananti, pintor e Marcy Paragó.
nighterói
2:26 PM
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Segunda-feira, Junho 21, 2004
Francamente
Ney Reis
"BOM SENSO" & "GLAMOUR">
Detesto duas expressões muito em voga entre cortes de cabelo Chanel, "tailleurs" e calças de pregas com coletes de lã: "bom senso" e "glamour". A primeira esconde a covardia de quem não se assume reacionário nem radical. E adora tomar atitudes "meia bomba" para não ferir gregos ou troianos. Sua falta de ousadia _ seja política, afetiva ou existencial _ é defendida como uma forma de "bom senso". O cara que diz ter essa "qualidade" costuma votar naqueles candidatos que geralmente mudam as moscas mas ficam receosos e, por via das dúvidas, preservam o cocô...
A segunda expressão _ que é francesa _ oculta um certo esnobismo, a pretensão babaca de ser especial. "Glamour" é charme para pedantes ou idiotas. Aliás, desculpem a contundência: babaca e idiota são palavras fortes. Mas só se faz omelete quebrando ovos e, por isso, dar opinião, às vezes, significa sobressaltar bobalhões em repouso no sofá. O tal do "glamour" é uma presepada lingüística e de comportamento, uma bobagem de gente artificial e pernóstica que se julga sofisticada. Charme é outro papo: do boteco ao restaurante cinco estrelas, do Fusca à Ferrari, do gari ao presidente de empresa, é possível ter charme sem parecer que a vida é uma grande cerimônia de entrega do "Oscar" ou que Jorginho Guinle era um sábio... Aliás, seu lugar está garantido naquela nuvem reservada aos tolos no céu.
Bom, que ele descanse em paz _ ou em agito, já que teve paz a vida toda...
Voltemos à expressão "bom senso": ela sempre foi usada por covardes. Sem ela, não existiria o homem que justifica seu medo de enfrentar situações arriscadas com um discurso sofisticado que poderíamos traduzir, sem frescuras, como "tirei o meu da reta". Não haveriam o PFL, o PL ou o PMDB (pós-Ulysses Guimarães, que era corajoso). Nem os pequenos burgueses, que votam em seus algozes endinheirados com medo de eleger seus iguais... "Bom senso", para esses bobalhões, é, como já disse em outras palavras, escolher quem finge que faz mas deixa de fazer para não irritar quem não quer que façam... Como a Regina Duarte, com medo do Lula, votando no Serra por "bom senso"... Aliás, me perdoem, ela pode ser uma grande atriz, mas charme (ou "glamour") não tem nenhum. Deve ser idolatrada pelos manés que adoram as duas expressões citadas. Gente de papelão, vazia e com alma "diet".
COMPRE: "Direto da Pindaíba _ um jornalista no front", de Ney Reis (R$ 18,00, inclui correio): 2742-5583 e 2742-0206.
Bira, o Borracheiro, Filosofa:
ABRE O OLHO, JABOR!
É Bush isso, Bush aquilo, Bush aquilo outro... Nossa esquerda é sacal! Só sabe culpar o Bush! Nego detona prédio em Nova Iorque, explode nosso embaixador na ONU, mata espanhol no trem, decapita americano e a culpa é do Bush?! Estou de saco cheio desses babacas. O Islã declarou guerra ao Ocidente, mas eles só xingam o Bush! Jabor & Cia. precisam se reciclar!
Biri Naite, o cronista bebum:
A 'CPI' DO PREFEITO
Estou 'por aqui' com o prefeito Roberto Péssimo! O dono das piranhas em caldo queria abrir uma fábrica de birita em Terê, a CPIce, pra vender coquetéis e licores. Mas o nosso alcaide é mais chegado numa banha... E nuns papéis, carimbos, autenticações, requerimentos... Resultado: Sumidouro levou a CPI das biritas! Cansei do Gordo e já comprei passagem! Fui!
nighterói
11:52 AM
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Anjos da noite.
JURA
A cada pouco jura começar vida nova.
Mas quando a noite vem com seus conselhos,
seus compromissos, com suas promessas;
(o corpo quer e pede), ele de novo sai,
perdido, atrás da mesma alegria fatal.
KONSTANTINOS KAVÁFIS
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nighterói
11:37 AM
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Domingo, Junho 20, 2004
Carta Aberta ao Meu Amigo Webber Lopes
por Ney Reis
Caro Webber, andei sabendo, por amigos comuns, que você tem me criticado de maneira dura e até me ofendido diante deles. Os detalhes pouco importam, mas o fato é que tem me hostilizado, particularmente por causa de minhas opiniões "impopulares" _ e nada clássicas para um esquerdista que ainda julgo ser _ sobre o conflito no Iraque, por exemplo. Entre Bush e Saddam, fiquei com o eleito democraticamente, que teve 2.000 concidadãos assassinados covardemente em Nova Iorque, representante de uma sociedade mais civilizada _ que nós, os "esquerdistas", adoramos odiar de maneira impensada, quase sempre.
Mas, claro, eu sei que esse não é o verdadeiro motivo do seu rancor em relação a mim. Desde que publiquei, no meu livro "Direto da Pindaíba _ um jornalista no front" (em 2000), um comentário ressentido com o personagem Walber, obviamente inspirado em você, as coisas mudaram entre nós. Em primeiro lugar, amigo, saiba que o comentário foi sincero. Eu me senti "abandonado" pelos amigos da redação da Ele Ela, onde trabalhamos, especialmente por aqueles de quem eu mais gostava: Macedo Rodrigues, você, Renato Guima, Álvaro da Costa e Silva. Outros continuaram me procurando, como Alexandre Peconick. Este, aliás, sofreu de minha parte algo muito mais grave do que um comentário desfavorável: eu o demiti, pouco antes de me desligar da revista. Mas Peconick entendeu minhas razões e, hoje, é o mesmo bom amigo de sempre.
Webber, saiba que o meu sentimento de "abandono" já passou. E já havia passado pouco depois da publicação do "Pindaíba". Nosso amigo Luiz Carlos de Carvalho é testemunha de que me arrependi dos comentários sobre você e Macedo (que também me perdoou e com quem troquei calorosas palavras no carnaval de 2002). Tanto que preparei uma nova versão do livro, sem os tais comentários e respeitando mais a idéia original _ de ser um livro de contos apenas sobre minha nova vida na serra. Mas a falta de dinheiro (ou patrocínio) me impediu de publicá-lo.
Para ser franco, nunca deixei de ser seu amigo e de gostar de você. Tivemos bons momentos na revista, no boteco ao lado, em alguns outros eventos, num Réveillon em minha casa de Teresópolis e até naquela viagem que fizemos à Oktoberfest, em Blumenau _ o perrengue mais divertido que já passei. Lembro com carinho dos porres que tomamos e de sua figura tão culta e gentil quanto engraçada. Considero-o uma "querida figuraça".
Por isso, fiquei chocado e, depois, triste, com o que me contaram. Por que tanta raiva de alguém que tem a coragem de dizer o que pensa? Fui sincero sobre você, sobre o Macedo, sobre o Iraque, sobre o cacete a quatro! Eu sou assim! E sempre respeitei quem age comigo da mesma forma. Entendo opiniões diferentes das minhas, com exceção daquelas mal elaboradas, burras, o que nunca foi o seu caso. Admiro sua cultura e sua inteligência. Por isso fiquei magoado: porque não o considero um idiota.
Amigo Webber, já que o irritei tanto, por que você não me procurou para uma conversa franca, para botarmos os pingos nos "is"??? Por que preferiu ficar me ofendendo pelas costas??? Antes de escrever meu comentário no "Pindaíba", cheguei a tentar reatar nossa amizade e a amizade com outros ex-colegas de Bloch Editores, mas todos pareceram indiferentes, distantes, como se eu fosse mais o ex-chefe do que o amigo! Pelo menos eu tentei! Mas isso é passado. Saiba que continuo me considerando seu amigo, que continuo gostando de sua companhia, do seu papo e da sua figura. Estou pronto a ouvir desaforos pessoalmente. E a rebatê-los, claro, como fazem os amigos de verdade: sem guardarem mágoas do que dizem ou escutam uns dos outros. Portanto, fico esperando seu convite para umas biritas e um debate fraterno.
Grande Abraço, do Ney Reis.
P.S.: Poderia não ter tornado pública esta carta, mas achei que deveria faze-lo, depois que você me ofendeu em público, na minha ausência, segundo amigos. E, cá entre nós, não há nada demais em um amigo tentando desfazer um mal entendido com outro amigo. Que sirva de exemplo!
nighterói
4:53 PM
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Anjos da Noite.
17.4.2004, Lapa RJ.
nighterói
9:31 AM
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Sexta-feira, Junho 18, 2004
nighterói
7:18 PM
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Quinta-feira, Junho 17, 2004
Brincando nos Campos do Dr. Oscar...
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/nighteroi
MAC NITERÓI
nighterói
1:19 PM
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Segunda-feira, Junho 14, 2004
...durante a montagem da exposição ANOS 60 NA COLEÇÃO SATTAMINI, 4.6.2004.
Brincando nos Campos do Dr. Oscar...
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MAC NITERÓI
nighterói
10:27 AM
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Domingo, Junho 13, 2004
...durante a mantagem da instalação da artista Malu Fatorelli em 2.4.2004.
Brincando nos Campos do Dr. Oscar...
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FOTLOG /NIGHTERÓI
MAC NITERÓI
nighterói
9:48 AM
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Sábado, Junho 12, 2004
Brincando nos Campos do Dr. Oscar...
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http://www.fotolog.net/nighteroi/?pid=7808070
http://www.macniteroi.com
nighterói
9:27 AM
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Sexta-feira, Junho 11, 2004
"E ISSO ACONTECEU COM ESSE PROJETO. O TERRENO ERA ESTREITO, CERCADO PELO MAR E A SOLUÇÃO ACONTECEU NATURALMENTE, TENDO COMO PONTO DE PARTITDA O APOIO CENTRAL INEVITÁVEL.
DELE, A ARQUITETURA DECORREU ESPONTÂNEA COMO UMA FLOR."
OSCAR NIEMEYER
"AND THIS HAPPYNED WHIT THIS PROJECT. THE TERRAIN WAS NARROW, SURROUNDED BY THE SEA, AND THE SOLUCTION OCCURRED NATURALLY, HAVING AS STARTING POINT THE INEVITABLE CENTRAL SUPPORT.
FROM IT, THE ARCHITETURE AROSE SPONTANEOUSLY LIKE A FLOWER."
OSCAR NIEMEYER
Brincando nos Campos do Dr. Oscar...
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FOTLOG /NIGHTERÓI
MAC NITERÓI
nighterói
8:08 PM
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Quinta-feira, Junho 10, 2004
UNIVERSO DE CURVAS...
Brincando nos Campos do Dr. Oscar...
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FOTOLOG NOGHTEÓI
MAC NITERÓI
nighterói
6:13 PM
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Quarta-feira, Junho 09, 2004
nighterói
2:54 PM
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Francamente
Ney Reis
O HOSPITAL SÃO JOSÉ & "A BOLHA"
No Dia dos Namorados, aqui vai a homenagem ao maior e mais puro de todos os amores: o dos pais pelos filhos. É o namoro perfeito, no qual todos os defeitos são perdoados e, apesar dos sustos e tristezas que os filhos nos impingem, nosso afeto por eles só aumenta. O filho (ou a filha) é o nosso eterno namorado. Sinto isso em relação aos meus dois garotos, Rudy _ de 14 anos, que mora com a mãe na Inglaterra _ e João Pedro, o "caçulinha" de 3 anos, que mora comigo e minha mulher atual, Viviane.
João, por sinal, nos deu um baita susto há três semanas. Andava com febre e sem fome. Levei-o à pediatra, que nos encaminhou ao Hospital São José. Lá, constatada uma grave pneumonia, ele foi internado. Minha mulher ficou com João durante os 14 dias de internação. E eu passava os dias inteiros lá, também. Só vinha em casa dormir e trabalhar.
Poucas sensações são mais desconfortáveis do que ver nosso filho pálido, com olheiras, sem forças para quase nada, num leito de hospital. Pensamos logo em um turbilhão de coisas _ algumas normais e outras exageradas. Perdemos a paz interior. No caso do João Pedro, a pneumonia foi embora, mas ficou uma pequena bolha ("pneumatocele") em seu pulmão direito. Daí os dias a mais que permaneceu no São José, para nosso desconforto e apreensão.
Porém, segundo a radiografia mais recente, a bolha já está diminuindo. O risco seria aumentar ou vazar. Se isso acontecesse, João passaria por uma cirurgia, segundo a médica. Graças a Deus, tudo indica que murchará até sumir (leva meses!).
Apesar disso, penso na "bolha" como uma metáfora da vida. Todos nós temos uma "bolha". Que pode murchar ou vazar. Nossa própria vida é uma "bolha". Tenho procurado pensar assim, para não passar meses intranqüilo. De resto, devo agradecer à Irmã Maria das Graças, diretora das enfermeiras na pediatria do São José, e às próprias enfermeiras _ em sua esmagadora maioria solícitas e competentes. À Irmã (um doce de pessoa disfarçada sob a capa da austeridade e da firmeza), peço desculpas por ter "impetrado" um "habeas pater", forçando a barra pelo direito de estar ao lado de meu filho além do horário de visitas. Isso porque há um pequeno absurdo nas regras do hospital: pai é "visita"! Mas a Irmã Maria das Graças teve a grandeza de interpretar a regra, em vez de faze-la cumprir cegamente. Agiu como um bom juiz.
COMPRE: "Direto da Pindaíba _ um jornalista no front", de Ney Reis (R$ 18,00, inclui correio): 2742-5583 e 2742-0206.
Bira, o Borracheiro, Filosofa:
DOENTES, SOSSEGUEM O FACHO!
Depois da pneumonia do João, eu abro o mais que posso a janela no ônibus! A médica recomendou evitar os coletivos e, quando for inevitável, fazer isso. A bactéria da doença é pega no ar sem ventilação, quando alguém tosse ou espirra por perto. Aliás, doente tem que ficar em casa! Mas brasileiro parece vira-latas: não pode ver rua. Deveria pensar nos outros.
Biri Naite, o cronista bebum:
A VOLTA DO BOLOTA!
Fiquei dias sem beber _ em solidariedade ao chefe, que estava com o Bolota no hospital. Mas, no dia em que o moleque voltou pra casa, enxuguei o rato! Só não bebi gasolina de avião! Para espanto de Boi e Bigode, que são vizinhos, derrubei Macarrão, Sila e Den'D'Água! Nem Beto Maluco foi páreo! Depois, tropecei no Suspiro, catei cavaco no Afonso e caí no Grotão...
O "Bolota" e Marcia Müller.
Ao fundo o trabalho do amigo Jorge Duarte no MAC Niterói.

nighterói
12:08 PM
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Terça-feira, Junho 08, 2004
Francamente
Ney Reis
VIVA FERNANDO HENRIQUE & LULA!
Concordo, em parte, com a máxima que diz: "Aos 20 anos, quem não é de esquerda é insensível. Depois dos 40, quem não é de direita é burro". Cabe salientar que os conceitos de "esquerda" e "direita" são estereotipados: o esquerdista é o que "se preocupa com o povo, os direitos humanos, a democracia" etc.; o direitista é o que "defende a propriedade privada, o individualista que valoriza a segurança, a 'meritocracia'" etc. Ambas as definições são pobres. Está fazendo falta no mundo aquele conceito que surgiu com o Iluminismo, na Europa do século 18: o "humanista".
Todo esse papo tem a ver com o Brasil de hoje, onde há dois tipos de idiotas: os que se regozijam com os números fracos do governo Lula (até agora) e os que se arrependem de tê-lo apoiado. São os "neotucanos" e os Babás. Burrice é isso. Deveríamos dar graças a Deus de vivermos no Brasil governado por Lula, com ou sem problemas. Deveríamos também dar graças a Deus por termos tido um presidente como Fernando Henrique Cardoso. Votei nele nas duas ocasiões e em Lula. Não me arrependo de nenhum dos votos!
FHC foi necessário. Depois das aventuras de Collor _ fruto do preconceito contra Lula _ e de Itamar Franco (um excelente mau presidente), era preciso alguém respeitável, com estofo, bagagem, tranqüilidade e convicção democrática. Fernando Henrique fez um bem danado à nossa democracia e, um dia, todos reconhecerão isso. Não foi perfeito, mas imprescindível. Só que sua era passou e tivemos que votar em Lula. Tivemos. Foi a primeira vez em nossa história que votamos em alguém do povo, fora das classes dominantes. O voto em Lula foi o mais importante em 502 anos!
Agora, ele governa para todos. E não para os bobalhões da esquerda voluntariosa, ou seja, para os Babás da vida. Quem tem memória _ coisa rara no Brasil _, se lembra da ditadura, de Figueiredo, de Sarney etc. Lembra da aventura de Collor, quando o Brasil teve medo de eleger Lula ou Brizola. Eu, particularmente, acho que o país devia a presidência a Brizola. Foi o líder mais odiado pela ditadura militar. E não se deixou pegar. Mas o PT foi cego e teimoso, tirando votos preciosos de Brizola para dar a um Lula imaturo naquela ocasião. Tinha feito o mesmo com Darcy Ribeiro em 1986, votando em Gabeira para governador do Rio e, assim, elegendo Moreira Franco. Na única vez em que o PT não foi burro, chegou ao poder. Aprendeu. Antes tarde do que nunca!
COMPRE: "Direto da Pindaíba _ um jornalista no front", de Ney Reis (R$ 18,00, inclui correio): 2742-5583 e 2742-0206.
Bira, o Borracheiro, Filosofa:
A ANTA DO 'LOTAÇÃO'
Quem pega ônibus à noite, em Terê, sofre com o tal carro "Extra". A palavra vem grande _ e iluminada _ no alto do ônibus, enquanto o destino está escrito pequeno, no canto esquerdo de quem olha, sem qualquer luz que auxilie a leitura. Para piorar, o mesmo "Extra" (e não o nome da linha!) é o que se lê nas laterais. Quem foi o jumento que bolou tudo isso?!
Biri Naite, o cronista bebum:
PRA LÁ DE BAGDÁ!
Tem nego 'bêbo' em Brasília... O Lula pensa em reabrir a embaixada brasileira em Bagdá! Deve nomear o seu pior inimigo ou, então, mandar dois manés baterem par ou ímpar. Quem perder, vai. Igual à piada do concurso cujo prêmio era uma viagem ao Piauí. O primeiro lugar ficava uma semana. O segundo ficava duas. E o terceiro, um mês... Desce outra, Boi!
nighterói
4:15 PM
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nighterói
4:15 PM
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13 virtudes da Arte Contemporânea
Nos post dos 12 clichês da arte contemporânea eu sai detonando certas questões sobre a arte feita hoje. Mas como tudo na vida tem dois lados, agora vou ressaltar o que a arte contemporânea tem de bom, porque ela me fascina e me apaixona:
1. O exercício da tolerância
Num mundo cada vez mais globalizado e individualizado, todos têm a sua voz. A arte contemporânea é extraordinariamente variada e cada trabalho de cada artista geralmente toca em um aspecto da vida de uma forma que a arte moderna, completamente auto-referencial, não tinha capacidade de fazer. Para entender a "viagem" de cada um, é necessário um exercício de tolerância, aliás, uma prática amplamente recomendada dada a situação política grotesca que vivemos hoje.
2. Pluralidade sem fronteiras
Nos últimos anos, a arte contemporânea brasileira e seus artistas conquistaram lugar cativo nas mostras mais importantes do mundo. Muitas vezes, percebo que somos muito mais originais e ousados do que muitos artistas que vêm de tradições artísticas bem mais abastadas. Nossos talentos expõem em NY, Londres, Paris, Tokyo e são sensação nas Bienais de Veneza e afins. Nós também ocupamos lugar de destaque em diversas mídias, inclusive na pintura que é uma disciplina européia por excelência. Não é só o Brasil, que até pouco tempo era considerado uma reles república das bananas com belas mulatas e tucanos, que ganha visibilidade. Existem artistas africanos e sul-asiáticas realmente agitando e dando uma identidade a "minorias" que antes eram completamente ignoradas do cenário mundial.
3. Descentralização da Produção
Historicamente, sempre há um centro de pensamento na arte. Primeiro Paris, e depois da 2a. Guerra, Nova York. Quem queria ser artista sério teria que ir até o "centro" para aprender com os mestres (franceses e depois, os americanos) e depois voltar à terra natal com prestígio e qualidade. Hoje, não existe mais centro. Existem nódulos irradiadores de maior ou menor intensidade, como numa rede, mas a noção de centro está se desmantelando simplesmente porque não se sustenta mais. A arte pode ser criada em qualquer lugar por artista de qualquer nacionalidade, divulgada remotamente e acessada de qualquer ponto do planeta. Isto é lindo. A questão de mercado é mais lenta do que a questão da produção, quem compra e investe mais na arte é quem tem mais dinheiro, mas isso é uma conjuntura macro-econômica geral.
4. A revolução digital
Não há dúvidas: a tecnologia digital e os meios de telecomunicações mudaram para sempre o modo como produzimos, exibimos, e percebemos a arte. Ou qualquer outra coisa.
5. Livre uso da tecnologia
É difícil fazer arte hoje, sem dúvida. A disponibilidade de recursos tecnológicos é quase infinita e com o avanço das telecomunicações é possível fazer arte de uma forma radicalmente diferente do que há uma década. Sim, a fotografia e o vídeo estão numa fase banalizada, mas também nunca estas 2 mídias foram tão baratas e disponíveis em todos os cantos do mundo. Quem é bom, faz bom uso sempre.
6. Nascimento de novos gêneros e Convivência com os Antigos
Será que num mundo tão gerenciado pela "velocidade" dos fatos (segundo Virilio) os gêneros de arte clássicos (pintura, escultura, gravura) seriam suficientes? Obviamente não. A criação de novos gêneros é fundamental para a compreensão do mundo contemporâneo. Isso não quer dizer que os gêneros clássicos "morrem", pois, ao contrário do que se sente no cenário carioca onde se vê pouquíssima pintura, esses gêneros são constantemente reavaliados com a chegada dos novos inputs. Com mais opções de atuação, a convivência com o passado torna-se mais possível. E isso é fundamental para a sobrevivência da arte na era da informação.
7. Sintonia com a atualidade
Independentemente de um trabalho ser bom ou não, o que o torna contemporâneo é a crítica que ele traz à experiência de mundo atual. De uma forma ou de outra, um artista só pode realmente falar de seu mundo pois ele é a sua experiência sensorial. E o que é a arte se não fosse a experiência? Se não fosse ela um ato de presença no tempo e no espaço? Isso é fascinante e acho que além do discurso teórico existe realmente uma "onda" inevitável de fazer comentários inesgotáveis sobre a atualidade, no esforço de trazer algum tipo de compreensão sobre um mundo que está realmente muito complicado.
8. Poéticas Complexas
Um artista contemporâneo faz de tudo para não ser óbvio. Tenta ao máximo ser indutivo, reflexivo, revelar formas familiares através de objetos estranhos, ou vice-versa. Não gosta de linearidade, gosta de complexidade. Nem sempre consegue, ás vezes é hermético demais, ás vezes é representativo demais, mas em algum lugar entre os extremos existe muito espaço de manobra.
9. O artista não precisa mais ser o artífice
Desde os anos 60 (me corrijam!) o artista não precisa mais ser o indivíduo que executa a obra. Basta que ele tenha o controle conceitual de sua obra enquanto a execução pode ser feita por terceiros. Jeff Koons é um bom exemplo. Sol Lewitt com seu "instruction painting" também é. Isso significa que o artista tem a liberdade de usar todas as mídias possíveis dependendo de sua idéia, aliás, um artista não-artífice geralmente executa o que a idéia pede, e não vice-versa. Isso, é claro, não exclui os artistas-artífices que são tão geniais com o cérebro quanto com as mãos. Isso amplia possibilidades de atuação de um artista e tira um pouco a questão do virtuosismo da arte, que pode ser muito pedante às vezes. E esse pedantismo não é só na arte contemporânea, mas principalmente na arte moderna.
10. Naturezas Mortas que Vivem
Que alívio não ter mais que olhar quadros com naturezas-mortas. Tirando Cézanne, Picasso, Matisse e Morandi, quadros de natureza-morta são geralmente um saco pois são representativos e inócuos, enfim, é morto mesmo. Um artista contemporâneo já encara o gênero natureza morta como uma maneira de encarar a questão de vida e morte. Um artista britânico, Marc Quinn, exibiu várias flores congeladas em tanques de vidro numa exposição, por exemplo. Essa é uma maneira interessante e não usual de pensamento contemporâneo: pegar um gênero da tradição da pintura e transportá-la a um mundo mais "verdadeiro", para um mundo de experiência sensorial mais imediata, mais próxima do que podemos sentir e presenciar, e não meramente abstrair a partir de uma representação da coisa.
11. Sensorialidade e Fenomenologia
Pode ser uma espécie de mimetismo, ou simplesmente de simulação. Escolham Baudrillard, Virilio, Foucault, ou quem queiram para entender. O fato é que a fascinação com a experiência corporal do espectador é algo de intensa pesquisa dos artistas, e queremos fazer arte que aja além da retina do espectador, uma arte que seja mais fenômeno do que puramente idéia ou pensamento.
12. Crise e Questionamento
Uma era política de intenso questionamento (ou ausência) de valores inevitavelmente provoca uma crise em todos os campos do conhecimento. Nas artes essa crise é benéfica. Ao contrário do rompimento definitivo que o cubismo causou em relação ao impressionismo, nós hoje não precisamos mais romper com nada pois tudo já está rompido. Isso gera uma relação mais pacífica com a história. Hoje fazemos releituras do passado sem o estigma do conservadorismo, criamos novos gêneros sem o estigma do movimento revolucionário, e seguimos nos apropriando de estilos ou reconfigurando antigas soluções com o objetivo de questioná-las e colocá-las em novos contextos. Isso é bom e libertador e dá enorme variedade à produção atual.
13. Coletivos de Artistas
No início do século 20 os artistas tinham uma relação com as vanguardas históricas como a torcida do futebol brasileiro tem para seus times "de coração". O artista se definia de acordo ao movimento a que pertencia. Hoje em dia, não existe mais "movimento" ou "manifesto"; existem grupos de artistas, ou melhor, "coletivos de artistas", que se associam por afinidade intelectual mas não necessariamente por similaridade nos trabalhos. É uma forma mais dinâmica de coletividade que é inclusiva e não exclusivista.
posted by Isabel Löfgren
nighterói
2:39 PM
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Brincando nos Campos do Dr. Oscar...
Sony Cyber-Shot 1.3 + photoshop
A série começa aqui Brincando nos campos do Dr. Oscar.
nighterói
12:26 PM
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Segunda-feira, Junho 07, 2004
NOS VERNISSAGES DE NITERÓI
MAC NITERÓI
Marcos Gomes, Marilda Ormi e André Diniz na abertura das exposições no MAC NITERÓI
TRIBO URBANA
Fernando Cuntin e Andrea Paula Stelling
nighterói
11:26 AM
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Brincando nos Campos do Dr. Oscar...
Sony Cyber-Shot 1.3 + photoshop
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MAC NITERÓI
nighterói
8:41 AM
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Sábado, Junho 05, 2004
ARTE DIGITAL VÍDEO
CINEMÁTICAS: NOVAS LINGUAGENS
Reunindo 32 seqüências de cinemática digital a exposição Arte Digital Vídeo - Cinemáticas: Novas Linguagens exibe trabalhos de 29 artistas internacionais, oriundos da França, Alemanha e Turquia, entre outros países. A mostra foi organizada pelo Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, a Association Française d'Action Artistique e a Aliança Francesa.
Com curadoria de Laurence Hazout-Dreyfus, uma das co-curadoras da Bienal de Lyon, a mostra vai contar com palestra e debate dedicados ao tema Arte Digital no Brasil e no exterior. Tais eventos pretendem discutir a incorporação de novas mídias e as políticas culturais referentes ao tema.
Agrupando trabalhos que utilizam filmes de animação, flash, internet, imagens analógicas e imagens digitais, Arte Digital Vídeo - Cinemáticas: Novas Linguagens fica em cartaz no MAC-Niterói até 27 de junho de 2004, em projeção contínua que totaliza 2 horas, 52 minutos e 46 segundos.
Os artistas incluídos na mostra são Benjamin Moreau, Bruno Samper, Felix Sthephan Huber, Feng Mengbo, Haluk Akakçe, Italo Zuffi, Jean-Gilles Décosterd, Julien Alma, Julien Baumann, Katarina Löfstrom, Kolkz, Laurent Hart, Marcel Croubalian, Martin Le Chevallier, Mathieu Briand, Melik Ohanian, Nathalie Novarina, Palle Torsson, Patrick Tuttofuocco, Philippe Rahm, Pierre Giner, Sadie Chandler, Samuel Boutruche, Stéphane Sautour, Sven Pählsson, Tim White, Tobias Bernstrup, Virginie Barre e Zilla Leutenegger.
Dia 12 de junho de 2004 (sábado), às 15 horas, palestra com a curadora Laurence Hazout-Dreyfus. Dia 26 de junho de 2004 (sábado), às 16 horas, mesa redonda com o tema Arte Digital no Brasil e no Exterior.
MAC NITERÓI
nighterói
10:32 AM
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drama.doc
FOTOS E ESCULTURAS DE RAUL MOURÃO
Convidado para a série Projetos Especiais do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Raul Mourão apresenta a exposição drama.doc. A mostra reúne 10 fotografias manipuladas digitalmente, com base em detalhes arquitetônicos, e oito esculturas realizadas com grades de ferro, similares àquelas instaladas em edifícios. Considerado um dos principais nomes da geração 90, o artista desloca elementos da visualidade urbana do contexto usual. Curadoria: Guilherme Bueno.
Segundo o curador, ao eleger essas coordenadas como protagonistas de sua investigação, o artista investe na essência mesma do objeto artístico, seja em sua concepção fundadora, ou na discussão da natureza de sua intencionalidade como propositor de um discurso.
Pensadas reciprocamente, entre as fotos e as esculturas infiltram-se diversos estratos da história da arte em sua problematização do espaço. A partir das distorções geradas pela ampliação das fotos e por recursos digitais cria-se um descompasso entre elas e seus supostos referenciais. Paradoxalmente, é essa foto mundana, essa imagem com cicatrizes, que será o ponto de partida para as esculturas, ao contrário do que em geral se poderia esperar da relação entre "original" e "cópia". O ruído das fotos desloca-se para o espaço, implanta-se nele em meio às grades de ferro das esculturas. Estabelece-se com isso um jogo duplo: a grade instiga e tenta, ao permitir que seja atravessada pelo olhar, oferecendo a este o que está além da superfície, mas ao mesmo tempo e em igual intensidade o detendo, ao mostrá-lo penosamente fadado a lutar contra a aceitação de seus limites.
Tomada a visualidade como ato afirmativo, o que se coloca, de certo modo, é um desafio histórico. Se a grade representava o instrumento renascentista de vislumbre de uma ordem cósmica ou, no caso de um artista moderno como Mondrian, a expressão depurada rumo à libertação do sujeito no mundo através do olhar, aqui ela parece fazer retornar essa ansiedade em contramão: não é mais o objeto de atravessamento em direção a conteúdos puros, e sim a materialidade efetiva daquilo que nos cerca. Ela não deixa de evidenciar nem procura ocultar ser a grade que envolve nossos edifícios, na engenhosa suposição de estarmos protegidos da existência. Curiosamente essa "barreira provocativa", esse objeto de perplexidade constitui um desafio a que se absorvam as coisas sem temer sua complexidade, suas contradições e - por que não? - a possibilidade de estas oferecerem novas perspectivas poéticas, um outro reencantamento amoral do mundo.
Texto de Guilherme Bueno
MAC NITERÓI
nighterói
10:23 AM
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ANOS 60 NA COLEÇÃO SATTAMINI
Com curadoria de Guilherme Bueno, a exposição Anos 60 na Coleção Sattamini enfatiza os artistas que buscaram a politização da arte como resistência ao regime militar. Há trabalhos de Anna Bella Geiger, Antônio Dias, Antônio Manuel, Avatar Morais, Cybele Varela, Glauco Rodrigues, José Roberto Aguilar, Maria do Carmo Seco, Nelson Leirner, Raimundo Colares, Roberto Magalhães, Rubens Gerchman, Wanda Pimentel e Yutaka Toyota. Os anos 60 constituem um dos momentos decisivos de nossa história recente. Período turbulento, de crises políticas, erosão de antigas convenções, de lutas por mudanças na sociedade. Uma época que ainda desperta e permanecerá fomentando polêmicas, dado o impacto de seus acontecimentos mundo afora.
A semelhança do período moderno, o que se coloca é, repetindo a pergunta feita nos anos 30 pelo poeta e dramaturgo alemão Berthold Brecht, a quem pertence o mundo? Por outro lado, evidencia-se a crise da modernidade e suas premissas de atuação social. A explosão mundial da sociedade de massas, o desordenado crescimento urbano e demográfico, a multiplicação das metrópoles concorrem para a saturação e o desencanto da utopia moderna. Simultâneas respostas, freqüentemente antagônicas, se posicionam diante destas encruzilhadas: a idéia do "poder jovem", a luta pela imaginação no poder, a liberação feminina, a transgressão de tabus morais, mas, em contrapartida, uma forte tensão e opressão política, as reações conservadoras e o cerceamento das liberdades individuais. No Brasil são os anos do colapso da experiência democrática e do golpe militar, que iria a partir dali se prolongar por 20 anos.
Estes acontecimentos e posições não só repercutem, mas, inclusive, fermentam uma série de reviravoltas na arte e na cultura mundiais. Nas artes o fenômeno assinalado como "retorno da figuração" questiona a "instituição" arte, suas práticas e locais: as "belas-artes", o museu. A separação impositiva entre pintura, escultura e outras manifestações se torna obsoleta, assim como seus procedimentos tradicionais. Também se dá o embate com a abstração e suas elevadas aspirações existenciais e humanistas.
Esta exposição, baseada na Coleção João Sattamini, busca apresentar ao público uma amostra deste panorama na arte brasileira. Enfatizam-se os artistas, os movimentos surgidos localmente neste período e os diálogos por estes propostos: a Nova Objetividade, seu enfrentamento da Pop Art norte-americana ao Nouveau Réalisme francês e as heranças construtivas brasileiras. A politização da arte como tentativa de resistência ao regime militar. A absorção de uma nascente cultura de massa local pela cultura "erudita", questionando o "bom gosto" e a noção de belo. A irreverência e a iconoclastia desmistificadora. Enfim, assinala-se a luta da arte para mais uma vez sair para o mundo que, mesmo ciente de todos os obstáculos impostos, mostrou a coragem de enfrentar o pesadelo dos "anos de chumbo" que se prenunciavam.
Texto de Guilherme Bueno
MAC NITERÓI
nighterói
10:22 AM
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Quinta-feira, Junho 03, 2004
Cerveja Clara de Trigo. Delícia!!!
nighterói
10:29 AM
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Hermeto Paschoal no enceramento do 1º Niterói MusiFest Instrumental no MAC Niterói.
Hoje termina a montagem das exposições no MAC Niterói. Mais detalhes em /macnit
nighterói
10:28 AM
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