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Quinta-feira, Setembro 29, 2005
"Com a palavra, Niterói!
A cidade promove o seu festival literário nos dias 29 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro, realizando a primeira edição do Encontros com a Palavra. Durante o evento, livrarias, bibliotecas, sebos, salas de leitura e outros espaços culturais de Niterói promovem rodas de leitura, encontros com autores, debates, oficinas de criação, trocas de livros, lançamentos de novos títulos e venda de livros a preços promocionais, estimulando o encontro da população com o universo dos contos, da prosa e da poesia. As atividades foram planejadas de forma a articular esse entrosamento, destacando Niterói como um espaço privilegiado para a palavra, o debate e o pensamento.
Baseado no conceito do arranjo criativo do livro e da palavra, o evento prima em oferecer uma programação variada, que procura atender a todo tipo de público: vai desde a literatura infantil e a contação de histórias, até psicodramas e oficina de haicais. Tudo isto envolvendo escritores, declamadores e poetas das mais variadas idades e estilos, numa saudável ¿ocupação¿ de espaços, como, por exemplo, as livrarias Ideal, Livro e Café, Haicais, Otelo, Só Letrando, Nobel e Romanceiro, além do Centro Universitário Plínio Leite, EdUFF, Solar do Jambeiro, Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Colégio PLUZ, Espaço de Cultura A Casa, Museu de Arte Contemporânea, Museu Antonio Parreiras, Centro de Artes UFF, Salas de Leitura da Ilha da Conceição e do Barreto, e as Bibliotecas Cora Coralina, do Sesc/Niterói, Estadual de Niterói, e a Estadual Anísio Teixeira.
O Encontros com a Palavra é uma realização da Universidade Federal Fluminense (UFF) ¿ através da EdUFF e do NEICT, da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PROPP) ¿ e da Prefeitura de Niterói ¿ através da Secretaria Municipal de Cultura, da Fundação de Arte de Niterói, da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, com o apoio da Neltur.
nighterói
10:51 AM
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Quarta-feira, Setembro 07, 2005
Francamente
Ney Reis
MSG: "MOVIMENTO DOS SEM GRANA"...
Terra a gente tem. Nem que seja no vaso de plantas. E nossos fuscas podem ser velhos, mas são nossos. O que nós não temos é grana _ dinheiro, bufunfa, ervanário, pila, mangos, cascalho, l'argent, money, carvão etc. Mesmo assim, sem um puto, a gente insiste em viver. Não sei se somos otimistas ou burros. Ou loucos, como me acusou um ex-amigo. A conseqüência é que incomodamos muita gente, principalmente quem se anula durante 35 anos e deixa para curtir a vida na aposentadoria, quando a viga mestra já tombou de lado...
Mas precisamos nos organizar. Caso contrário, seremos derrotados pela máfia dos concursos e pelos traficantes de pistolões. Eles querem nos enquadrar! Existe um complô antigo contra quem vive por prazer e trabalha pelo mesmo motivo. Há toda uma moral católica e _ mais radical ainda _ protestante, gritando contra nossa teimosia em levar o barco, mesmo sem remo.
Proponho, aqui, por conseguinte (parece discurso de candidato!), a criação do MSG, Movimento dos Sem Grana. Podemos, inclusive, prestar um serviço inestimável ao governo Lula, afirmando que a taxa de juros é o que menos importa para nós. As juras de amor são muito mais importantes!
Claro: somos combatidos. Contra nós, são lançados adjetivos de longo alcance: perdedores, fodidos, molambos, pobres coitados, vagabundos, manés, trouxas, ralé... Mas isso é estratégia de intimidação. Na verdade, eles invejam nossa liberdade de escolha. Comem "sashimi" e desdenham nossa mortadela. Mas estão lá, engaiolados, enquanto fazemos companhia e somos solidários uns aos outros. É um ticket aqui, um conhaque ali, uma bisnaga acolá, uma cesta básica de camaradagem, uma pendura elástica...
Deixo a cargo do artista plástico Luiz Carlos de Carvalho, secretário geral do MSG, a feitura do logotipo do movimento, nossa marca. Serei o primeiro presidente mas já vou avisando: odeio reeleição! Afinal, candidatos não faltam no país dos juros a 26,5%... Numa boa, Lula, votei em você. E confio no seu programa de governo. Mas vamos nos organizar. Democracia é isso. Temos o direito de trabalhar como queremos, onde queremos, na hora que nos convier. Somos responsáveis o suficiente para não deixarmos nossos filhos e mulheres passarem fome. O resto é negociação. E alegria. Aliás, essa alegria de viver simplesmente, com luxos ocasionais e conforto criativo, é que incomoda nossos adversários. Por isso, nos menosprezam. É só falta de coragem...
nighterói
12:34 PM
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